11 de julho de 2026
SUBIU O TOM

Vereador critica empresas de segurança terceirizadas pela Prefeitura: 'Todos picaretas'

Por N. Fradique |
| Tempo de leitura: 2 min
N. Fradique/GCN
Della Motta durante uso da Tribuna, e funcionários das terceirizadas, em protesto no Ministério do Trabalho

O vereador Della Motta (Podemos) subiu o tom contra as empresas terceirizadas de segurança patrimonial contratadas pela Prefeitura de Franca, ao usar a tribuna da Câmara Municipal, na manhã desta terça-feira, 15. As empresas não vêm pagando salários e direitos trabalhistas aos funcionários há algum tempo, inclusive, algumas já foram notificadas junto à Justiça do Trabalho.

Os funcionários vinculados às empresas já realizaram dois protestos na cidade por falta de pagamento, sendo um em frente ao prédio da Prefeitura no mês passado.

“Na última sessão, eu avisei que estava saindo uma empresa e estava entrando uma empresa picareta. Essa empresa picareta está há 45 dias sem cumprir as suas obrigações trabalhistas com aquela categoria mais humilde que protege o patrimônio", afirmou Della Motta.

Segundo ele, já aconteceram furtos em "determinadas escolas", porque o vigilante não estava lá. "Mas não estavam lá por qual motivo? Pelo não pagamento, porque não tinha dinheiro para colocar gasolina na moto para ir trabalhar”, completou o vereador.

Della Motta lembrou que, para a Prefeitura efetuar o pagamento referente à licitação, as empresas precisam cumprir algumas obrigações. “Foram colocados alguns dispositivos neste contrato pela Prefeitura: vai pagar (repasse da verba) para aquela empresa que presta serviço somente depois que a Barbo (empresa terceirizada) efetuar o pagamento ao vigilante (funcionário). Só que acontece o seguinte: essas empresas picaretas não têm capital de giro. Então não efetuam o pagamento (aos trabalhadores), vendem o almoço para comprar a janta".

O vereador afirma que na licitação essas empresas colocam "o menor valor possível para deixar empresas idôneas fora". "Aí vai sacrificar exatamente aquela categoria que presta serviço com excelência", disse o parlamentar citando o nome de pelo menos outras quatro empresas.

"Todos picaretas, elas têm vários processos trabalhistas e vai ter uma (ação) solidária para a Prefeitura de Franca. Isso, estou falando da parte de segurança, porque tem a questão dos que trabalham na área da saúde”, reforçou.

No último dia 2, o Ministério do Trabalho agendou uma audiência para tentar um acordo entre empresas e trabalhadores, mas apenas representantes da categoria e alguns trabalhadores estavam presentes. A Prefeitura e as empresas notificadas não enviaram representantes. O departamento jurídico do Sindicato dos Vigilantes de Franca ajuizou ação junto à Justiça do Trabalho.