11 de julho de 2026
É DE FRANCA

'Comandar o batalhão sendo francano fica mais fácil', diz tenente-coronel Cardoso

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Tenente-coronel Cardoso cresceu na região da Vila Imperador na região da Estação, em Franca

Márcio Alves Cardoso é o primeiro tenente-coronel nascido em Franca a comandar o 15º Batalhão da Polícia Militar do Interior (15º BPM I). Desde o começo deste ano, ele vem desenvolvendo trabalho à frente da instituição nesse posto, que compreende também outros 22 municípios.

Com a experiência de ter trabalhado em várias cidades, entre elas São Paulo, Cardoso, 50 anos de idade, reconhece que o quadro de policiais apresenta defasagem em todo o Estado e que em Franca não é diferente. Segundo o comandante do batalhão, essa defasagem chega a 18%.

“A defasagem de policiais em Franca é proporcional ao Estado. Ou seja: um batalhão que tem um efetivo em uma cidade semelhante a Franca, exemplo Bauru, a defasagem é semelhante à nossa aqui. Isso é uma preocupação que o governo estadual, o comando da instituição tem, que a defasagem seja igual para todos para não privilegiar nem A nem B. Eu falo que a mesma defasagem que acontece em Franca acontece em outros municípios”.

Cardoso, que ingressou na carreira em 1993 através da Academia do Barro Branco, destaca que a instituição busca reverter o quadro com novos concursos públicos e valorização profissional. “O governo está preocupado em reverter isso, tanto é que anunciou editais para contratações de policiais civis, militares, policiais penais, polícia científica, para trazer mais integrantes para as instituições, e também se preocupou em tornar as carreiras mais atrativas. Houve recomposição salarial”.

Apesar da falta de policiais, Cardoso, que cresceu na região da Vila Imperador na região da Estação, diz que indicadores apontam que Franca é um dos municípios mais seguros em relação a outras cidades do mesmo porte. “A nossa cidade tem indicadores de segurança muito melhores do que outras cidades do mesmo porte. Existem problemas, sim, existem, mas aqui a comunidade, os órgãos constituídos, buscam trazer a paz social. Temos indicadores criminais, e tenho o hábito de compará-los com outras cidades do mesmo porte. Quando eu faço isso, vejo o quanto nossa comunidade é boa, que os nossos militares trabalham com eficiência, nossa Justiça é célere e a polícia civil também faz seu trabalho”.

O comandante faz questão de reconhecer o trabalho dos colegas no dia a dia. Ele revela que também é cobrado diretamente pela população, mas que comandar o batalhão sendo da própria cidade é mais fácil. “Comandar o batalhão sendo francano, fica mais fácil. Querendo ou não, a gente conhece a comunidade, nossa família mora aqui, e os amigos. Muitas vezes as pessoas cobram diretamente a gente por algumas coisas que estão acontecendo na cidade. Por ter nascido e criado aqui, ter trabalhado por muitos anos aqui e na região, a gente tem noção de onde ir para procurar melhores soluções. Nosso trabalho é diário, tem muita coisa para serem melhoradas. Aceito as críticas, são importantes as críticas construtivas e responsáveis porque não podemos colocar um policial a cada esquina. Nós temos que trabalhar o melhor possível com o que temos. Os policiais de Franca são comprometidos, a sua maioria esmagadora mora aqui, e são cobrados diretamente pela comunidade e também pelo seu meio social”.

Cardoso comentou sobre o sistema integrado de monitoramento com câmeras de segurança, recurso que outras cidades estão adotando para proporcionar maior segurança à população e buscar inibir crimes, mas que o sistema é apenas uma ferramenta. “O sistema de monitoramento é uma ferramenta a mais que vai ser colocada para melhorar a percepção de segurança na cidade. A sensação de segurança às vezes não é proporcional ao que realmente existe. As redes sociais levam informações muito rápidas e isso só aumenta a percepção de insegurança. A nossa média de roubos, furtos, homicídios, furtos de veículos por 100 mil habitantes e 100 mil veículos é muito menor do que a média do Estado”.