A Justiça condenou Denis Vergara Pereira a oito anos de prisão por duplo homicídio pela morte do casal Guilherme Nascimento Almeida e Taís Madalena Borges, em um acidente de trânsito em dezembro do ano passado. A pena estabelecida deve ser cumprida inicialmente em regime fechado. Além disso, o condenado teve o direito de dirigir suspenso pelo prazo de cinco anos. A defesa do réu recorrerá da decisão.
A sentença foi emitida pela juíza Adriana Gatto Martins Bonemer no último dia 14, e acatou as argumentações apresentadas pela acusação. Na sentença, a magistrada afirma que materialidade e autoria do delito estão bem demonstradas pela prisão em flagrante e os laudos anexados ao processo, que comprovaram a embriaguez do acusado.
Durante os depoimentos, realizados no decorrer do processo, policiais que atenderam à ocorrência disseram que na noite do acidente, Denis demonstrava sinais de embriaguez. "A moto estava presa na dianteira do veículo do réu. O réu estava com fala arrastada, odor etílico e cambaleante; ele repetia muitas coisas. Sobre o acidente, ele só falou que sentiu um impacto e só depois que saiu do carro, viu que havia uma moto presa no seu veículo. Não havia sinais de frenagem. Não sabe dizer quem dirigia a moto. O réu foi dormindo na viatura, no trajeto do local do acidente até a Delegacia", narra a juíza na decisão sobre o depoimento dos policiais.
A defesa tentou desqualificar a tipificação do crime, alegando que a moto, por ter 20 anos de fabricação, poderia estar com problemas como luzes queimadas e pneus carecas. Outra teoria apresentada - e não acatada - foi a de que era Guilherme quem estava pilotando a moto mesmo sem habilitação.
Denis foi preso em flagrante na noite do acidente e ficou detido por 40 dias, quando recebeu o benefício da prisão domiciliar. Desde fevereiro está em liberdade provisória. Apesar da condenação, terá o direito de recorrer em liberdade.
O acidente
Na noite de 2 de dezembro do ano passado, Dênis Vergara dirigia um automóvel Gol e bateu na traseira da moto ocupada por Taís Madalena Borges, 40 anos, e seu marido Guilherme Carlos Nascimento de Almeida, 27 anos.
O casal, que morava no Jardim Luiza, Zona Norte de Franca, voltava para casa. Taís morreu no local, enquanto Guilherme veio a óbito horas depois de ser socorrido ao hospital.
Dênis realizou teste do bafômetro e constatou embriaguez, com 1,11 mg/l de álcool no sangue, quantidade vinte vezes superior ao permitido por lei.