Condenada a 17 anos de cadeia pela morte da comerciante Nubia Ribeiro em 2017, a ex-estudante de direito Lauany Viodres do Prado passará por um exame criminológico para avaliar se ela pode receber o benefício do regime semiaberto. A decisão judicial foi proferida na quinta-feira passada, 29.
Segundo o despacho da juíza Carla Kaari, a avaliação deve ser realizada com urgência por uma equipe composta por médico psiquiatra, psicólogo e assistente social. Na entrevista, será atestada ou não a capacidade de Lauany de retornar ao convívio em sociedade.
A jovem está presa desde a época do crime. Atualmente está recolhida à Penitenciária de Santana, em São Paulo. Seu advogado, José Antônio Abdala, apresentou em maio último o pedido de progressão de regime, que dependerá do laudo multidisciplinar para ser concedido.
Pela definição jurídica, o exame criminológico é uma avaliação pericial realizada por médicos psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, que promovem uma investigação médica, psicológica e social do infrator, para apontar se o detento tem condições de retornar ao convívio social ou se possui uma tendência a cometer novos delitos.
Relembre o caso
Núbia Ribeiro foi assassinada em setembro de 2017, vítima de uma emboscada. O crime foi planejado por Lauany Viodres do Prado e motivado por ciúme de seu então namorado Leonardo Cantieri, que teve um relacionamento com a vítima.
A morte foi planejada por Lauany com ajuda de Leonardo, que ainda tinha contato por redes sociais com Núbia. Para executar a comerciante, um terceiro participante, Ítalo Vinicius Neves, foi chamado.
Segundo a denúncia do Ministério Público durante o julgamento, Leonardo convidou Núbia para ir a seu apartamento, de onde os dois saíram de carro. Lauany ficou escondida no porta-malas do veículo e fez o primeiro ataque à comerciante, aplicando um golpe em sua cabeça.
Núbia foi levada para a casa de Ítalo, que seguiu com a jovem até a zona rural de Patrocínio Paulista, onde o rapaz ateou fogo a seu corpo quando ainda estava viva.
Lauany e Leonardo foram condenados em dezembro de 2020 a 13 anos por homicídio duplamente qualificado e tiveram suas apenas aumentadas para 17 anos em agosto de 2021. Ítalo recebeu uma pena de 7 anos e meio por homicídio simples, também acrescida de mais um ano em instância superior.