11 de julho de 2026
MOVIMENTO

Câmara de Franca cria Frente Parlamentar contra privatização da Sabesp

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
N. Fradique/GCN
Ronaldo Carvalho (direita) juntamente com Della Motta (centro) e Gilson Pelizaro: esclarecimentos à população sobre a proposta de privatização da Sabesp

A Câmara Municipal de Franca aprovou, nesta terça-feira, 4, a criação da Frente Parlamentar contra a privatização da Sabesp, em resposta à proposta do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que anunciou estudos para a privatização dos serviços de saneamento básico do Estado de São Paulo.

O autor do projeto que cria a Frente Parlamentar, o vereador Ronaldo Carvalho (Cidadania), foi escolhido o presidente da comissão, tendo como vice Gilson Pelizaro (PT) e Zezinho Cabeleireiro (PP), relator. Os membros suplentes são: Della Motta (Podemos), Marcelo Tidy (União) e Lindsay Cardoso (Cidadania).

O movimento contrário à privatização vem sendo notado em vários municípios do Estado. A proposta divide a opinião dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa.

Ronaldo Carvalho lembrou que o município de Franca é reconhecido pela qualidade do seu saneamento por possuir 100% de atendimento com água tratada, coleta e tratamento de esgotos. Inclusive recebeu destaque no chamado “Ranking Abes da Universalização do Saneamento” da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental.

“O objetivo dessa Frente Parlamentar é trazer esclarecimento para a população, que às vezes fica alheia ao que vai acontecendo, seja nos poderes municipais, estaduais e federais. Existe uma conversa que a privatização vai trazer modernidade ao saneamento. Em Franca hoje nós temos 100% de água e esgoto tratados, como que vai modernizar mais isso? Qual o objetivo de privatizar uma empresa que dá lucro, que tem o know-how muito forte? Vai melhorar no quê? Colocar essa estrutura nas mãos da iniciativa privada, algo não soa bem”, questiona o vereador.

O presidente da Comissão disse que serão marcadas audiências públicas para discutir o assunto. “A população tem que entender o que essa privatização vai representar lá na ponta do negócio, na tarifa que é paga da água e esgoto. Já tem vários municípios que fizeram várias ações porque são contra a privatização. No Rio de Janeiro, foi desestatizado há pouco tempo e não está dando certo. A tarifa já subiu e o serviço está sendo mal prestado”, concluiu o vereador.

A Frente Parlamentar, aprovada por unanimidade, funcionará no prazo de 90 dias, prorrogáveis por igual período.