A SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo divulgou na terça-feira, 27, os dados das ocorrências registradas em maio em Franca. O aumento de furtos tem despertado preocupação, com um crescimento de 28% em relação ao mês anterior e 15% em comparação ao mesmo período do ano passado.
No total, foram registrados 494 furtos no município de Franca no mês passado, ante 386 em abril. Esse número igualou o pico de ocorrências mensais do ano passado, que ocorreu em julho. No mesmo intervalo de 2022, foram registradas 429 queixas de furto, representando um aumento de 15% este ano.
No acumulado do ano, a soma dos crimes de subtração de bens ou objetos sem emprego de violência teve um acréscimo de 11%, com um total de 2.165 ocorrências em 2023, em comparação com 1.948 de janeiro a maio do ano passado.
Esses números são um reflexo da insatisfação da população em geral, especialmente de comerciantes e prestadores de serviços dos mais diversos ramos. Lojas restaurantes, lanchonetes, consultórios e escritórios não estão livres da ação de marginais, que levam desde dinheiro, mercadorias e aparelhos eletrônicos até fiação elétrica quando não encontram algo de mais valor.
E nem as igrejas têm escapado da ação delituosa. Na última sexta-feira, 30, a Paróquia São Judas Tadeu foi alvo de mais uma invasão. Um criminoso retirou dois cofres de arrecadação de donativos e pegou a quantia em dinheiro existente. Ele foi flagrado pela polícia pulando um muro dos fundos e preso. Titular da paróquia, frei Luis Fernando Leite declarou que esta foi a sétima queixa prestada.
A igreja já havia sido alvo de um dos crimes mais comentados do ano em Franca, ocorrido no final de abril. Um homem chegou à porta da São Judas com um skate, pegou o busto de bronze do frei Roque Biscione e foi embora com a peça, não localizada até o momento. A ação foi registrada por uma câmera de segurança e, pelas imagens, o ladrão não aparentou qualquer constrangimento na prática.
Não há uma estatística fechada sobre a autoria dos crimes. Porém tem sido notável, pela análise dos históricos de boletins de ocorrência que uma considerável parte dos delitos vem sendo praticada por moradores de rua. O principal motivo é a venda ou troca dos objetos roubados para compra de drogas.
Um caso em particular chamou a atenção. Há duas semanas um andarilho que se abrigava sob o Viaduto Dona Quita foi preso em flagrante com um comparsa após entrar em um escritório de advocacia durante a madrugada na região central de Franca. Ao ser ouvido pelos investigadores, ele confessou ter praticado quase 20 crimes do gênero, e declarou ter uma “meta”: furtar todos os escritórios de uma rua central da cidade.
Questionada sobre as estatísticas, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo ainda não se manifestou sobre o assunto.