Neste domingo, 25, completam-se exatos 100 dias desde o desaparecimento de Áureo Danilo Fontanezi, morador de Franca de 74 anos, e a família ainda não tem informações sobre o seu paradeiro. O sumiço de Áureo continua sendo um mistério para seus familiares.
O idoso desapareceu no dia 17 de março, após sair da clínica Recanto Esperança Prime, em Olímpia, onde estava internado em razão do alcoolismo. Áureo também enfrenta estágios iniciais de Alzheimer e demência, segundo a família.
Apesar dos esforços para localizá-lo, que incluíram o envolvimento do Corpo de Bombeiros, a utilização de um avião e de um drone, nenhum vestígio do morador de Franca foi encontrado. Uma equipe particular de busca também foi contratada, porém, até o momento, nenhuma pista sobre o paradeiro do idoso surgiu.
Na época do desaparecimento, informações da própria clínica indicaram que Áureo teria saído caminhando do local, após expressar o desejo de beber e incentivar outros pacientes a fugir. Após o sumiço do idoso, a clínica foi fechada por determinação judicial, por conta de irregularidades na administração e no tratamento dos pacientes.
Danilo de Paula Fontanezi, filho de Áureo, informou ao Portal GCN que a família contratou uma advogada para auxiliá-los. “Ela montou um inquérito, anexou alguns depoimentos que nós (família) conseguimos por investigação nossa, de ir atrás e pedir informação, e mandou para o Ministério Público. Temos que ficar aguardando todo esse processo para ver o que acontece. Depende de promotor, de delegado da polícia civil”, disse Danilo.
O filho também mencionou que recentemente esteve na região de Olímpia para buscar informações sobre seu pai e se atualizar sobre as investigações, mas até o momento nenhuma pista sobre o paradeiro de Áureo surgiu.
“A família segue vivendo da forma que consegue. A gente não pode parar. Paralelo a isso tem que ir tocando em busca do meu pai, mas é triste, a gente dorme e acorda pensando nisso. Um foco que a gente tem na nossa vida”, afirma Danilo.
Qualquer informação sobre o paradeiro de Áureo pode ser encaminhada aos telefones de Danilo de Paula Fontanezi (16) 99123-1573 ou de Helen de Paula Fontanezi (16) 99204-8636.
Desaparecidos em Franca ainda não localizados
Paula Jardim Ribeiro
Um caso mais recente de desaparecimento no município é de Paula Jardim Ribeiro, de 41 anos. Ela havia acabado de receber alta do hospital "Alan Kardec", em Franca, e sumiu no dia 25 de maio.
Dora Castro, mãe de Paula, relatou que ainda não sabe onde a filha está e segue realizando buscas. Recentemente, uma mensagem chegou no telefone do pai de Paula pedindo dinheiro e afirmando que estaria em São Paulo, mas não foi possível confirmar se realmente era Paula. A família segue sem informações sobre o seu paradeiro.
Bruno Lara França
Bruno Lara França, de 31 anos, sumiu no sábado, 10 de junho, por volta de 6h50, após sair de casa para ir ao trabalho e não foi mais visto. Segundo a mãe, Célia Lara França, ela estranhou o sumiço do filho, após ele não retornar para casa e não ver a sua moto. Ao ligar no trabalho de Bruno, o patrão afirmou que ele não compareceu neste dia para trabalhar.
A moto de Bruno foi usada para cometer um assalto em uma loja do Magazine Luiza, mas ele não teve participação. O veículo foi encontrado em uma mata no bairro Tropical. Célia não sabe onde o filho pode estar e tem esperanças de que ele apareça em casa.
Miguel Berdu
Miguel Berdú Egéa permanece desaparecido. Diagnosticado com Mal de Alzheimer, o aposentado foi visto pela última vez na região do Jardim Guanabara, em Franca, no dia 4 de fevereiro de 2019. Na época com 78 anos, o idoso estava sentado no banco de uma praça esperando sua mulher sair da padaria quando sumiu, por volta das 18 horas, e não foi mais visto.
Wesley Pires Alves Filho
Um caso intrigante até para a Polícia é o do jovem Wesley Pires Alves Filho. Ele desapareceu na época com 13 anos, no dia 28 de agosto de 2020. Wesley saiu de sua casa, no Jardim Aeroporto I, zona sul de Franca, dizendo para suas duas irmãs que iria a um varejão próximo de casa. Nunca mais voltou.
Ao longo do tempo, a família recebeu inúmeras informações falsas de pessoas que disseram ter visto Wesley em várias cidades, sofreu tentativa de golpe e passou a conviver com o fantasma de o filho ter sido morto. Na esperança de encontra-lo, os pais ofereceram uma recompensa de R$ 100 mil para quem der uma pista concreta sobre Wesley.