11 de julho de 2026
DESCASO

Prefeitura de Restinga nega 'ressuscitador manual' a paciente, denuncia família

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Idosa, que mora em Restinga, estava internada no Hospital do Coração em Franca

A família de uma idosa de 64 anos denuncia falta de assistência da Prefeitura de Restinga. A moradora daquela cidade passou um período internada no Hospital do Coração, em Franca, recebeu alta nesta quinta-feira, 18, para ficar em casa, mas necessita de aparelhos no quarto de sua residência.

Em documento expedido pelo hospital, foi solicitado que a paciente necessitaria de um “ressuscitador manual” (Ambú) e “circuito reserva” em seu quarto. Essa assistência seria de responsabilidade da Secretaria de Saúde de Restinga, o que teria sido negado. Com isso, a família precisou alugar os equipamentos.

“Ela passou mal com falta de ar e precisou ficar internada aproximadamente 45 dias. Depois, foi diagnosticada com pneumonia e teve também complicações nos rins. Ela já sofria com problemas no coração, ficando internada na UTI em Franca. Ela melhorou, foi para o quarto e decidiram que era para ela ir para casa, mas precisava montar um quarto na casa dela com os aparelhos”, explicou um familiar, que pediu para não ter o nome divulgado.

A solicitação dos aparelhos foi feita pela fisioterapeuta do Hospital do Coração e encaminhada para a Prefeitura de Restinga. “A família foi na Prefeitura, conseguiu alguns aparelhos, mas não os solicitados pela fisioterapeuta do hospital, que é o mais necessário”, concluiu o parente da idosa.

O caso ganhou repercussão na Câmara Municipal da cidade, que fica a 10 km de Franca. O vereador Felipe Talvani (União), disse que vai requerer explicações da Prefeitura por conta da negativa dos aparelhos.

“Por ser um caso de urgência, quando a informação chegou até mim, a família já havia alugado o aparelho por conta própria. Vamos questionar ao Poder Executivo e a Secretaria da Saúde do Município o porquê de não ter atendido a solicitação da munícipe, visto que é uma necessidade de urgência e o município não pode medir esforços para tal solicitação. Saúde tem que ser sempre prioridade”, disse o parlamentar, nesta sexta-feira.

A reportagem procurou a Prefeitura para esclarecer a situação, mas ainda não obteve retorno.