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06 de maio de 2024

LEGISLATIVO

Vereadores de Franca comentam nota regular em pesquisa: 'temos que melhorar'

Para o atual presidente da Casa de Leis, Carlinho Petrópolis, o trabalho vem sendo bem desenvolvido, mas pode ser melhorado a cada dia.

Por N. Fradique
da Redação

16/05/2023 - Tempo de leitura: 3 min

Divulgação

Vereadores em sessão da Câmara de Franca: pesquisa aponta atuação regular

O atual presidente da Câmara de Franca, Carlinho Petrópolis (PL) e ex-presidentes do Legislativo local repercutiram a pesquisa realizada pelo GCN/Rede Sampi em parceria com o Instituto Ágili, divulgada nesta segunda-feira, 15. A pesquisa ouviu 590 pessoas entre os dias 10 e 12 de maio, apresentando 2,10% ótimo; 19,34% bom; 42,23% regular; 11,05% ruim; 12,43% péssimo como avaliação para o desempenho da Câmara Municipal de Franca.

Para Carlinho Petrópolis (PL), o trabalho vem sendo bem desenvolvido, mas pode ser melhorado a cada dia. “Cada vereador tem seu tipo de trabalho, pensamento, partido político, mas o que a gente sempre pede é a união de todos. A gente luta pelo melhor de nossa cidade. A boa aprovação da Prefeitura, nessa mesma pesquisa, é porque os dois poderes caminham juntos e o resultado aparece para a população. O que vir certo do prefeito a gente aprova, o que não vir certo a gente não aprova. Respeito a opinião de todos, e cada vez a gente procura melhorar, a gente não sabe tudo, mas estamos empenhados e ser melhor a cada dia”, disse.

Claudinei da Rocha (MDB), antecessor de Carlinho Petrópolis, que deixou o cargo em 2022, disse que a população, principalmente os críticos, poderiam se aproximar mais do Legislativo para uma análise melhor do trabalho dos vereadores. “O Legislativo cobra o Executivo e cobra do prefeito os anseios da população. Agora só procuram os vereadores aquelas pessoas que muitas vezes estão insatisfeitas com a situação que a cidade está vivendo. As pessoas que estão satisfeitas muitas vezes não se aproximam do Legislativo e muitas das vezes são essas pessoas que são entrevistadas na pesquisa. Por estarem longe, às vezes analisam o Legislativo negativamente. Os 15 vereadores, que foram eleitos, são dedicados, às vezes se esquecem de si mesmo para se doar ao próximo. As pessoas ficando longe, não conhecem o tanto que esses vereadores se dedicam em prol da cidade”.

Donizete da Farmácia (MDB), que já foi presidente do Legislativo, acredita que os números da pesquisa não são bons para a imagem da Câmara. “Eu acho que essa avaliação foi um pouquinho negativa para a Câmara. Só que ao mesmo tempo eu entendo isso, porque a política de maneira geral está desacreditada pela população. Então leva a esse porcentual regular que, na minha opinião, não é bom e que também deveria estar no mínimo 30 a 40%. Casa vereador tem seu jeito de trabalhar e temos que melhorar nosso trabalho, e esse trabalho precisa ser passado à população. A população acha que o vereador não faz nada e não é assim, o vereador trabalha às vezes à noite nos finais de semana. Mas isso é um incentivo para a gente continuar trabalhando e melhorar esse conceito”.

Outro que também foi presidente da Câmara, mais recentemente, Pastor Palamoni (PSD), também credita a avaliação como regular pelo desinteresse da população em acompanhar as sessões e o trabalho do Legislativo. "Muitas pessoas nem conhecem quem são os vereadores. Parte da população nem sabe separar os três poderes na verdade, qual é a função de cada um. Às vezes, há cobranças que as pessoas esperam que é do Executivo e acabam cobrando do Legislativo”, disse Palamoni.

O parlamentar mais antigo da Casa de Leis de maneira geral – está em seu quinto mandato na carreira – Gilson Pelizaro (PT) diz que a atuação no poder público não é fácil em todas as esferas, principalmente na Câmara, em que o trabalho é heterogêneo. “Tem várias cabeças, e cada uma remando por um lado. É diferente avaliar o Executivo, que é uma pessoa só. Mas eu acredito que essa avaliação esteja em um patamar aceitável com as diferenças, com as individualidades. Enquanto instituição é uma avaliação que de certa forma é até positiva. Essa pesquisa vem para dar norte, orientar que a Câmara tome medidas de independência, de protagonismo para melhorar sua avaliação”.