O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta quarta-feira, 3, a análise para tornar réus um grupo com 250 denunciados por suposta participação nos atos golpistas de 8 de janeiro. O primeiro a votar foi o ministro Alexandre de Moraes, que aceitou a denúncia contra os acusados. O julgamento vai até o dia 8 de maio.
Entre os nomes da lista há dois moradores de Franca, Ana Maria Anja Cardoso, ativa nas redes sociais em defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, e Geraldo Aparecido de Oliveira.
Além deles, outros quatro francanos também estão nas listas de presos e poderão aparecer nas próximas votações. São eles: José Edson Ferreira, Marcos Donizete Freitas, Maurício Donizete da Silva e Shara Silvano Silva.
Os casos analisados pelo STF formam o terceiro grupo de investigados. Caso a corte forme maioria para tornar réus os nomes do terceiro grupo, o número de denúncias aceitas subirá para 550.
A moradora de Franca Adriana Salvador Plácido, 54, já é ré no processo de investigação dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Adriana estava nas primeiras listas de presas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), popularmente chamada Colmeia. Em contato por telefone com o GCN, a filha Camila informou que ela ficou 67 dias presa.
Ela e outros 299 acusados, que formam os dois primeiros grupos, respondem por crimes como associação criminosa armada; abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça com emprego de substância inflamável contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima; deterioração de patrimônio tombado e outros.
O Supremo Tribunal Federal (STF) já fez dois julgamentos sobre listas de acusados. Nos dois casos, o Supremo decidiu aceitar denúncias contra 300 pessoas. Ao todo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu 1.290 denúncias contra investigados pelos atos golpistas.
A decisão sobre tornar os acusados réus é o primeiro passo de um processo criminal. Depois, a Justiça analisa as provas e ouve testemunhas envolvidas no caso. No final, decide se absolve ou condena cada um dos acusados.