Os agentes da Fundação Casa em todo o Estado de São Paulo paralisaram suas atividades nesta quarta-feira, 3, por não aceitarem o reajuste salarial oferecido pelo Governo paulista. Em Franca, os agentes socioeducacionais realizaram uma manifestação em frente à unidade local, no bairro City Petrópolis.
A categoria reivindica valorização profissional, segurança no trabalho e contesta suspensões de funcionamento e fechamento de unidades socioeducativas ocorridos desde 2021 no Estado. A greve foi decidida em assembleia realizada no sábado, 29.
Um dos agentes da unidade de Franca, que pediu anonimato por medo de represálias, disse que o número de funcionários é insuficiente, além de seus cargos de agentes socioeducacionais serem de hierarquia inferior a agentes de segurança, o que reduz vencimentos.
“Somos seguranças, mas só somos considerados desta forma quando há uma rebelião. Fora isso, somos tratados como agentes socioeducativos, e estamos praticamente esquecidos”.
A proposta do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) é de 6% de reajuste aos trabalhadores da Fundação Casa. Porém, na mesma data, foram oferecidos a policiais civis e militares aumentos que podem variar de 13% a 34%, conforme o nível de carreira do agente, o que desagradou ao grupo de servidores da instituição para menores.
A categoria deverá prosseguir nas negociações com a Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania, à qual a Fundação é subordinada. Em nota, a pasta afirmou que fez três reuniões neste ano com representantes dos funcionários antes de apresentar a proposta de reajuste.