O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na noite desta quinta-feira, 27, para tornar réus os mais de 200 acusados de participarem dos atos golpistas realizados na Praça dos Três Poderes, no Distrito Federal, no dia 8 de janeiro. A lista contém o nome da moradora de Franca Adriana Salvador Plácido, de 54 anos.
Em contato por telefone com o portal GCN/Sampi, a filha Camila informou que Adriana ficou 67 dias presa e que responderia por dois crimes, mas não disse quais para a reportagem.
A mulher estava nas primeiras listas de presas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), popularmente chamada por Colmeia. Ativa nas redes sociais, principalmente na plataforma TikTok, publicou vídeo a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra o resultado das eleições gerais do ano passado.
Além do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, votaram favoravelmente para tornar os acusados réus: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ainda falta votar André Mendonça, Gilmar Mendes, Nunes Marques e a presidente da corte, Rosa Weber. A análise deste bloco de 200 acusados termina na próxima terça-feira, 2.
Os acusados podem responder judicialmente pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado contra o patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e golpe de Estado.
A decisão sobre tornar os acusados réus é o primeiro passo de um processo criminal. Depois, a Justiça analisa as provas e ouve testemunhas envolvidas no caso. No final, decide se absolve ou condena cada um dos acusados.