A Delegacia da Mulher de Franca é uma unidade policial especializada em atendimento para mulheres. E mesmo exercendo essa função desde 1988, quando foi instalada no município, ela ainda é considerada unidade policial de 3ª classe pelo Estado.
Uma indicação de autoria da deputada estadual Delegada Graciela (PL) foi publicada no Diário Oficial. A solicitação direcionada ao governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pede que medidas sejam tomadas para a reclassificação da DDM de Franca para a unidade policial de 1ª classe e o aumento de seu contingente policial.
A reclassificação atinge não só o número de policiais civis que podem ser empregados em uma delegacia de 1ª classe, como os atrativos para policiais civis trabalharem na Delegacia da Mulher. A unidade é destaque em produtividade, mas não conta com número suficiente de policiais para atender à grande demanda.
Somente neste ano, a DDM já registrou 766 Boletins de Ocorrência e 188 pedidos de Medidas Protetivas. Em 2022, a delegacia totalizou o registro de 2.279 Boletins de Ocorrência e solicitou 472 Medidas Protetivas de Urgência.
Mesmo que o Decreto nº 65.127/20, baseado na Lei Maria da Penha, determine uma atuação especializada de todos os policiais civis que trabalhem na DDM, a unidade recebe tratamento diferente do Governo do Estado, se comparado com outras unidades policiais localizadas na mesma região.
A diferenciação formalmente da classe da delegacia especializada ao atendimento da mulher em Franca trará benefícios estruturais e funcionais semelhantes às demais unidades policiais especializadas do município.
“Fui delegada de defesa da mulher em Franca por 30 anos e sei o quanto a delegacia precisa de mais atenção e investimentos por parte do Estado. Há poucos dias, recebi em meu gabinete a delegada Juliana Paiva e o investigador Nelsinho e me coloquei à disposição para colaborar. A DDM precisa com urgências de mais delegadas, escrivães e investigadores”, disse a deputada Delegada Graciela.