11 de julho de 2026
DISCUSSÃO

Vereadores defendem radares contra violência no trânsito de Franca: 'Falta coragem'

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
N. Fradique/GCN
Vereadores discutem problema no trânsito e cobram medidas contra acidentes

O número preocupante de acidentes de trânsito registrados em Franca, muitos com mortes, levantou uma discussão entre os vereadores, na sessão desta terça-feira, 25, da Câmara Municipal. Pelo menos seis vereadores cobraram ações mais eficazes por parte do poder público.

A questão surgiu por conta dos várias indicações de parlamentares solicitando instalação de lombadas em vários pontos da cidade. Outros parlamentares acreditam que a implantação de radares eletrônicos poderia contribuir para a redução de acidentes e punir os infratores das leis do trânsito.

O vereador Zezinho Cabeleireiro (PP), que solicita um redutor de velocidade para a avenida Jaime Tellini, diz que há lugares que realmente necessitam do equipamento e critica a instalação de lombadas muito próximas a rotatórias.

“Tem locais que não precisam de lombadas, mas têm outros locais que necessitam. Tem lombadas a três metros de rotatórias, sem necessidade. Em outros lugares são importantes, por isso, a população procura os vereadores”, disse.

Ronaldo Carvalho (Cidadania) disse que o cidadão precisa respeitar as leis e que quando há uma lombada em uma via é porque as pessoas não respeitam a sinalização. “Nós temos um grave problema de ficar fazendo um paliativo na causa, não ao problema. Se a gente for colocar a quantidade de lombada que as pessoas pedem para nós, nossa cidade vai ser a cidade das lombadas. Nós não vamos conseguir andar. Tem uma placa indicando a velocidade, mas as pessoas não respeitam. Existe um remédio para isso: a multa”.

Della Motta (Podemos) acredita que uma solução seria a instalação de radares fixos em alguns pontos da cidade. "Onde tem muitas lombadas significa um trânsito mal educado. Quando há muitos acidentes em uma via, é porque tem problemas também na construção, engenharia da via", observou o vereador.

"Eu sou muito mais favorável a radar, que tem localização, que a pessoa vai reduzir a velocidade. O que prevalece é realmente mexer no bolso daquela pessoa. Não estamos preocupados com arrecadação, estamos preocupados com jovens morrendo, com vidas”, disse o Della Motta, citando pontos da cidade que apresentam trânsito caótico.

Gilson Pelizaro (PT) quer realizar um levantamento sobre o número de mortes no trânsito da cidade nos últimos três anos. “O amadorismo impera na gestão do trânsito na cidade, que requer profissionais cuidando da área. Temos que ter um departamento só de trânsito e que não seja um puxadinho na Secretaria de Segurança do Município. A Prefeitura tem a oportunidade de profissionalizar esse departamento, contratando engenheiros que foram formados especificamente para tratar da questão do trânsito”.

Carlinho Petrópolis (PL) também acredita que a implantação de radares eletrônicos seria uma medida de solução para os acidentes na cidade. “Realmente a gente necessita de um olhar melhor para o trânsito. Há indicações de mais de 10 anos e as respostas são sempre as mesmas: estão em estudos. Uma faculdade de medicina demora oito anos, a do trânsito demora mais de 10 anos e os estudos não acabaram?", questionou.

"O Executivo tem que ter um olhar para essa secretaria, e se possível, até um engenheiro de trânsito para dar esse respaldo à comunidade francana. Radar eletrônico seria a medida mais viável. Enquanto não sentir no bolso, não vai parar de infringir as leis", completou Carlinho Petrópolis.

Por sua vez, o vereador Ilton Ferreira (PL) disse que em Araguari (MG) possui vários radares eletrônicos e o trânsito é uma "paz". “Todo lugar que se anda lá, não tem como passar de 50 km (por hora), com radar em todos os lados. Não vi lombada e é uma paz no trânsito. Então, de repente, falta coragem para tomar atitude”.