O sonho de um corpo bonito se transformou em um pesadelo para a confeiteira Pamela Camila Faciroli Diogo Oliveira, 40 anos. Há quase três meses ela sofre diariamente com inflamação e dor contínua em um dos seios após passar por uma cirurgia plástica. Segundo ela, o médico alegou que o problema foi causado por uma doença autoimune, não diagnosticada após uma bateria de exames.
Em janeiro deste ano, Pamela contratou os serviços do profissional para remodelar as mamas com implantes de silicone, uma lipoescultura no quadril e glúteos, além de uma correção estética no pescoço, pelo custo de R$ 29 mil. A operação foi realizada na Santa Casa de Franca no dia 31 de janeiro.
Poucos dias depois, o bico do seio da mulher apresentou inchaço, e logo em seguida necrose (morte dos tecidos), além de dores constantes. Ela procurou o médico informando o ocorrido. O quadro foi se agravando, e no fim de fevereiro o cirurgião realizou um enxerto de pele, que não corrigiu o problema. Outras três intervenções promovidas pelo profissional, além de sessões em câmara hiperbárica, não surtiram resultado positivo.
A justificativa médica, segundo ela, era a de que a inflamação teria origem em uma doença autoimune. Pediu que uma bateria de 52 exames fosse realizada, e nada anormal foi encontrado. “Paguei R$ 1 mil pelos exames, e nada de diferente apareceu”, disse Pamela.
Desapontada com o insucesso, recorreu a outro médico, que deu um diagnóstico: pioderma gangrenoso, uma inflamação dos tecidos da pele. O tratamento é feito com remédios caros e pode levar de seis meses a um ano para a cura. “Meu seio precisa ficar permanentemente com curativos, sem contar as dores”, lamenta a confeiteira.
A mulher diz que chegou a fazer um acordo com o médico para devolução integral do valor pago, pois uma das operações nem foi realizada. Na semana passada, não foi mais recebida no consultório, tendo até mesmo sua entrada na clínica médica negada, segundo ela. O cirurgião e sua esposa (também médica, que acompanhou o caso) ainda teriam chamado a polícia contra a paciente e seu marido, alegando que estavam sendo ameaçados na clínica.
Queixa na polícia
A confeiteira, por sua vez, prestou queixa de lesão corporal no 1º Distrito Policial de Franca e passou por exame de corpo de delito nesta segunda-feira, 24. O caso está sob investigação.
Além de não obter o resultado prometido com os procedimentos estéticos, ainda pesam contra a mulher os prejuízos material, físico e psicológico. “Não consigo trabalhar. Não durmo direito, estou à base de antidepressivos. Não tomo banho sozinha, e preciso de ajuda para lavar o cabelo e o corpo da cintura pra cima”, lamentou.
Posição do médico
Procurado pela reportagem do GCN, o médico encaminhou a seguinte posição nesta segunda-feira, 24: "Agradeço o contato, no momento oportuno iremos nos pronunciar por meio de nossas redes sociais oficiais. Grato, Gilmar Vieira Veloso Júnior e AllergoBelle Clínica Médica".