Debaixo de viadutos, praças, marquises, prédios públicos e particulares. Essa é a situação de Franca sobre moradores de rua. Por que Franca virou a meca para essas pessoas? A política pública desenvolvida na cidade é a ideal? Esses são alguns questionamentos que a Câmara de Franca busca esclarecer com a realização de uma audiência pública nesta segunda-feira, 24, às 20h, no Plenário do Legislativo.
A Câmara convoca o público de maneira geral, além de oficializar convites aos representantes de diversos órgãos, como Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Defensoria Pública, Secretaria de Ação Social, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), comerciantes, entidades de classe e profissionais de vários segmentos.
A presença de representantes do poder publico, através da Secretaria de Ação Social, que tem como responsável pela pasta Gislaine Liporoni, e do Ministério Público, são as mais aguardadas para discutir a situação grave que a cidade atravessa, com aproximadamente 700 pessoas em condições de rua registradas na Cadaúnico. Alguns vereadores acreditam que Franca conta com, pelo menos, o dobro desse número de moradores de rua.
O objetivo da audiência é buscar caminhos para o atendimento adequado às pessoas que vivem em condições de vulnerabilidade social e também garantir condições de segurança aos moradores e comerciantes, principalmente na região do Centro Pop, localizado na Vila Formosa, bairro que fica próximo ao Centro da cidade. Na calçada do equipamento há pelo menos 10 barracas instaladas.
O vereador Marcelo Tidy (União) acredita que todos têm direito à liberdade de ir e vir preservado, mas precisa encontrar um caminho para a solução desse problema. “A gente tem acompanhado algumas situações que não condizem com o serviço oferecido. Eu sempre digo, lugar de uma pessoa é dentro de uma casa, com água, luz, alimentação e com condições de higiene pessoal. É importante um diálogo da Câmara Municipal com toda a sociedade para encontrarmos um caminho respeitando sempre a lei, mas tem que ser igual para todos”, disse.
A vereadora Lurdinha Granzotte (União) espera a presença de todos os interessados e dos órgãos envolvidos. “Esperamos todos para uma discussão madura para chegar a um denominador comum para que fique bom, tanto para os moradores de rua, que merecem toda a assistência e vida digna, quanto os moradores que estão sendo prejudicados por algumas atitudes, e recebemos muitas reclamações. Temos que separar os moradores de rua e quem está se aproveitando dessa situação para cometer crimes. A gente sabe que tem as políticas públicas sendo realizadas, mas precisamos de algo objetivo, prático e urgente”.