Após seis meses em liberdade, o dentista Samir Moussa que assassinou a tiros o auditor fiscal Adriano Oliveira, pode voltar à prisão, depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou a liberdade provisória determinada pela Vara do Júri de Franca, em outubro do ano passado.
A decisão foi divulgada na última segunda-feira, 10. O relator do caso, o desembargador Alex Zilenovski, apontou a ausência de fundamentação do pedido de liberdade para dar provimento ao pedido do Ministério Público e do Assistente de Acusação para anulação da liberdade provisória.
Agora, com a decisão, o caso volta para a Comarca de Franca, onde o juiz pode decidir por conceder nova liberdade ou, então, prender o acusado.
O crime, que foi praticado em março do ano passado, ainda não foi julgado e desde outubro o assassino está em liberdade, viajando até para a praia.
Na época da decisão de liberdade provisória, o assistente de acusação, Clóvis Volpe, se disse surpreso. Para ele, faltava justificativa para a liberdade.
"Há cerca de três semanas, o (juiz) dr. (José) Arimatéa proferiu uma decisão onde decretou a prisão preventiva do Samir, com argumentos sólidos e robustos. Na tarde de ontem, em três linhas, ele simplesmente disse que não existem mais razões (para manter a prisão)".
Entenda o caso
O homicídio praticado pelo dentista ocorreu na avenida Major Nicácio, Centro da cidade, entre o bar Vila Madalena, onde até pouco tempo funcionava o Bar do Careta, e a igreja Nossa Senhora das Graças.
Samir Panice Moussa matou o auditor da Receita Federal de Franca Adriano Willian de Oliveira, na noite de 12 de março.
Ele foi preso horas depois do crime pela Polícia Militar, com a ajuda de imagens gravadas por câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais próximos ao local do crime.
De posse das imagens, os policiais se dirigiram até a residência do autor dos disparos no bairro Santa Rita. Ele não estava num primeiro momento. Os policiais aguardaram um pouco, e logo Samir chegou em casa. Foi então abordado, e confessou o crime.