10 de julho de 2026
VIOLÊNCIA

'Rullian foi buscar progressão na carreira, e voltou dentro do caixão', diz vereador

Por N. Fradique | da Redação
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N. Fradique/GCN | Reprodução
Della Motta durante pedido de silêncio em homenagem a Rullian, policial francano morto em São Paulo

A sessão da Câmara Municipal desta terça-feira, 11, começou com um minuto de silêncio contra os casos de violência registrados nos últimos dias no Brasil, sendo que um deles envolveu um policial militar de Franca, morto a tiros dentro do Companhia Militar em que trabalhava, pelo próprio capitão da Corporação Francisco Laroca, em São Paulo, na última quarta-feira, 5.

Rullian Ricardo Adriao da Silva, 40, com 17 anos de carreira, havia recém-concluído o curso para sargento. Em 2021, ele chegou a ser homenageado pela Câmara de Franca pelos serviços prestados à população em ocorrências na cidade. Em uma delas, evitou um roubo a uma empresa. E, em outra, salvou uma criança que estava engasgada com uma moeda.

“A morte de um jovem que foi buscar a progressão na carreira e, infelizmente, voltou num caixão. Um francano que nós enterramos aqui na nossa cidade”, disse o vereador Della Motta (Podemos), policial militar da reserva, e que pediu o minuto de silêncio.

O vereador acrescentou que vai solicitar uma apuração séria para esclarecer a morte do policial. “Estou fazendo um ofício ao secretário da Segurança Pública (do Estado) para que seja, realmente, feita uma investigação desse caso que está meio sombrio”.

O vereador Ronaldo Carvalho (Cidadania) pediu que o minuto de silêncio fosse estendido às vítimas do ataque a uma creche em Blumenau (SC). “Também neste minuto de silêncio, gostaria de colocar pelas vidas das crianças que sofreram ataques em Blumenau e suas famílias”, disse.

A creche Cantinho Bom Pastor foi invadida por um homem de 25 anos, armado com uma machadinha, na última quarta-feira, 5. Ele matou quatro crianças entre 4 e 7 anos.