O diretor de empresa José Joaquim Camilo de Mendonça teme que mais vidas sejam perdidas na rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG). Segundo ele, a falta de acostamento no acesso de empresas e condomínios coloca em risco moradores que necessitam usar a via diariamente.
Segundo José, o principal problema situa-se entre o quilômetro 1 e 7 da rodovia. Nas entradas dos condomínios e de algumas empresas nesse trecho, não há o acostamento, trazendo perigo para os moradores.
“A maioria das pessoas que usam aqui são moradores que trabalham em Franca. Elas fazem o trajeto ao menos duas vezes ao dia. Em frente onde eu sou diretor, inclusive, tem uma linha urbana da empresa São José. O local não tem acostamento, então, bicicletas e pedestres andam no canto do asfalto”, contou José.
Um dos locais mais perigosos indicado pelo diretor fica na altura do quilômetro 2. Por lá, num trecho de curva, muitos acidentes acontecem, pois motoristas usam pedaços em terra para entrar no condomínio.
“Esse trecho é muito movimentado, podemos dizer que é uma verdadeira ‘rodovia da morte’.O perímetro que é rural vem tornando-se urbano, aumentando muito o tráfego de pessoas, carros, pedestres e bicicletas”, finalizou.
Outro lado
Questionada sobre a falta de acostamento no local, a Prefeitura de Franca informou que realiza a manutenção e conservação periódica dos acostamentos da Rodovia João Traficante e que as alças de aceleração e desaceleração são de responsabilidade dos condomínios.
Acidentes fatais
Em menos de um ano, o portal GCN registrou cinco acidentes fatais na rodovia, todos eles no trajeto indicado pelo diretor de empresa. Relembre os casos.
Mecânico de 46 anos é a vítima do acidente da noite de 6ª feira na João Traficante
Mulher morre atropelada na João Traficante
Carro invade pista contrária, bate em moto e mata mulher na rodovia João Traficante
Motociclista atropela tamanduá e ambos morrem na rodovia João Traficante
Morre idoso atropelado por caminhonete na rodovia João Traficante