11 de julho de 2026
'DOCE, DOCE'

Caldo de cana é fonte de renda para francanos: 'Aqui trabalham 4 pessoas todos os dias'

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Hevertom Talles/GCN
Venda de caldo de cana em Franca atrai muitos clientes; garapeiros estão em pontos por todas as regiões da cidade

Quem anda pelas ruas de Franca se depara facilmente com algum garapeiro ou um ponto que serve caldo de cana, durante todos os dias. A bebida é fonte de renda para diversas famílias da cidade. Alguns pontos de venda são verdadeiras lanchonetes e acabam por também ser fonte de trabalho para outras pessoas, além das famílias dos proprietários.

Um deles é o jovem Ranieri Carlos de Almeida, 24 anos, que trabalha em espaço que comercializa caldo de cana e pastel no Distrito Industrial.

Ranieri trabalha no local há 1 ano e 2 meses todos dias, de segunda a sábado. Ele relata que só não frita o pastel, mas prepara o caldo de cana, realiza os atendimentos aos clientes. " Faço de tudo um pouco".

“Época de calor o pessoal vem mais pelo caldo de cana, mas não dispensa também o pastel frito na hora. Aqui trabalham quatro pessoas fixas, de segunda a sábado, das 9h às 18h”, disse Ranieiri.

A cana vem de uma roça do município de São José da Bela Vista, cidade vizinha a Franca. A matéria-prima é entregue no comércio a cada três dias em média. Segundo o funcionário, a venda por dia do caldo de cana chega a mais de 30 litros.

“A gente vende suco também, mas a cada dez pessoas, seis pedem caldo de cana. Até as pessoas quem têm diabete não dispensam o caldo, pedem para colocar limão, mas gostam muito”, destaca Ranieri. No comércio onde ele trabalha, a estrutura com o caldo de cana funciona há mais de seis anos e já é conhecida por quem passa pela região.

Leonardo Antônio Oliveira, 37 anos, mecânico de manutenção, estava no comércio durante a presença do Portal GCN e disse que desde criança tem o hábito de beber caldo de cana. “É bom, saudável, ainda mais nesse calor”, comenta.

Regulamentados
No dia 19 de dezembro do ano passado, os garapeiros conseguiram a aprovação do projeto na Câmara Municipal de Franca, que tornou a classe como parte do Mercado Popular Ubano, lei de 1998.

Durante a sessão, estiveram presentes cerca de 20 garapeiros. A adequação ao projeto foi aprovada por unanimidade.

Com esse importante passo, os profissionais tiveram a liberação para trabalhar em áreas demarcadas pela Prefeitura nas áreas públicas. Franca também vários outros comércios do setor em áreas privadas.

Apesar da regulamentação, a Prefeitura disse não possuir dados sobre o setor, como número de estabelecimentos e pessoas empregadas.