Quem anda pelas ruas de Franca se depara facilmente com algum garapeiro ou um ponto que serve caldo de cana, durante todos os dias. A bebida é fonte de renda para diversas famílias da cidade. Alguns pontos de venda são verdadeiras lanchonetes e acabam por também ser fonte de trabalho para outras pessoas, além das famílias dos proprietários.
Um deles é o jovem Ranieri Carlos de Almeida, 24 anos, que trabalha em espaço que comercializa caldo de cana e pastel no Distrito Industrial.
Ranieri trabalha no local há 1 ano e 2 meses todos dias, de segunda a sábado. Ele relata que só não frita o pastel, mas prepara o caldo de cana, realiza os atendimentos aos clientes. " Faço de tudo um pouco".
“Época de calor o pessoal vem mais pelo caldo de cana, mas não dispensa também o pastel frito na hora. Aqui trabalham quatro pessoas fixas, de segunda a sábado, das 9h às 18h”, disse Ranieiri.
A cana vem de uma roça do município de São José da Bela Vista, cidade vizinha a Franca. A matéria-prima é entregue no comércio a cada três dias em média. Segundo o funcionário, a venda por dia do caldo de cana chega a mais de 30 litros.
“A gente vende suco também, mas a cada dez pessoas, seis pedem caldo de cana. Até as pessoas quem têm diabete não dispensam o caldo, pedem para colocar limão, mas gostam muito”, destaca Ranieri. No comércio onde ele trabalha, a estrutura com o caldo de cana funciona há mais de seis anos e já é conhecida por quem passa pela região.
Leonardo Antônio Oliveira, 37 anos, mecânico de manutenção, estava no comércio durante a presença do Portal GCN e disse que desde criança tem o hábito de beber caldo de cana. “É bom, saudável, ainda mais nesse calor”, comenta.
Regulamentados
No dia 19 de dezembro do ano passado, os garapeiros conseguiram a aprovação do projeto na Câmara Municipal de Franca, que tornou a classe como parte do Mercado Popular Ubano, lei de 1998.
Durante a sessão, estiveram presentes cerca de 20 garapeiros. A adequação ao projeto foi aprovada por unanimidade.
Com esse importante passo, os profissionais tiveram a liberação para trabalhar em áreas demarcadas pela Prefeitura nas áreas públicas. Franca também vários outros comércios do setor em áreas privadas.
Apesar da regulamentação, a Prefeitura disse não possuir dados sobre o setor, como número de estabelecimentos e pessoas empregadas.