11 de julho de 2026
CEAR

'O município vem fazendo sua lição de casa', diz secretária à Comissão da Saúde

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Câmara de Franca
Waléria Mascarenhas, durante depoimento à CEAR da Saúde, na Câmara de Franca

A Cear (Comissão Especial de Assuntos Relevantes) da Câmara Municipal de Franca, que apura a falta de vagas na rede SUS, concluiu nesta segunda-feira, 20, a fase de depoimentos dos órgãos responsáveis pelo serviço. Foi ouvida nesta segunda-feira, 20, a secretária de Saúde do município, Waléria Mascarenhas. Antes, a Comissão da Saúde ouviu o Estado, através da DRS VIII (Diretoria Regional de Saúde) e a Santa Casa, hospital referência SUS.

Franca vive um caos na área de saúde, com pacientes ficando até cinco dias nas unidades de emergência da cidade esperando um leito de internação. A média diária de paciente à espera é de 35, entre os dois prontos-socorros e as duas UPAs.

Waléria apresentou dados apontando que o município contribui com 81% das despesas para atendimentos, o Estado repassa 2,4% e a União 16,57%, o que representa aproximadamente R$ 215,6 milhões, R$ 5,3 milhões e R$ 43,8 milhões, respectivamente.

“Se a gente pensar, quase 100% é custeado pelo município, com verba própria. O município vem fazendo sua lição de casa, prestando atendimento antes de o paciente chegar ao hospital”, disse Waléria.

A secretária reafirmou que a Prefeitura de Franca investe bem mais na área de Saúde do que determina a lei, que são 15% do orçamento municipal. Em 2021, o município investiu 28,99% e 31,53% em 2022. Ela lembrou que o número de atendimentos na rede pública quase dobrou no último ano, sendo 887,7 mil em 2022.

“Só em um ano nós tivemos mais de 35 mil cadastros novos na saúde, ou seja: pacientes que nunca usaram o sistema público e hoje está sendo absorvido em nossa rede. Quando a gente fala nossa rede, é desde a atenção básica até as unidades de atendimento”, explicou.

Sobre os números de atendimento de urgência e emergência, considerando a parte mais crítica atualmente, Waléria disse que são 718.325 atendimentos no último ano.

“Fizemos adequações em nossas unidades de saúde para acolher esses pacientes. A percentagem de internação é muito baixa comparada ao número de atendimento. Hoje estamos trabalhando os protocolos, os pacientes que a gente consegue avaliar que dá pra fazer o atendimento ambulatorial, ele (paciente) já tem saído do pronto-socorro com a consulta agendada. A gente interna hoje 1,6% (fora a ortopedia). Isso mostra a resolutividade do atendimento dos pacientes”, informa Waléria.

Durante seus depoimentos, a Santa Casa propôs aumentar 50 novos leitos através de convênio com o Estado ou Prefeitura por OSS. Já a DRS disse que a medida a curto-prazo seria colocar hospitais próximos a Franca como hospitais de retaguarda.

Agora, a Cear irá concluir o relatório e encaminhar os documentos aos órgãos responsáveis e também ao Ministério Público. A intenção é exigir providências e solução para os problemas registrados na área de Saúde de Franca.

A Cear da Saúde é formada pelos vereadores Gilson Palizaro (PT), presidente; Zezinho Cabeleireiro (PP), vice-presidente; e Ronaldo Carvalho (Cidadania), relator. Todas as audiências foram realizadas no Plenário da Câmara Municipal.