Quem acompanhou o noticiário nesta quinta-feira, 9, possivelmente ficou sabendo da falta de vagas que assombram pacientes e os hospitais da região. O secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, afirmou que visitará Franca para acompanhar de perto o drama vivido pela população.
A confirmação da visita foi dada para a deputada estadual Delegada Graciela (PL) durante reunião para tratar do assunto na tarde da última terça-feira, 7, na capital paulista.
“Estamos assumindo o compromisso com a deputada de ir a Franca, provavelmente nos próximos 60 dias, pois, quando a gente vê o problema, fica mais fácil de a gente resolver”, disse Eleuses.
Enquanto o chefe da pasta não desembarca na cidade, a fila de pessoas que aguardam leitos em hospitais públicos aumenta. Segundo a Prefeitura de Franca, 43 pessoas aguardavam ser chamadas na manhã desta quinta-feira, 9.
Dessas, seis pessoas esperam na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Anita, sete crianças no Pronto-socorro “Dr. Magid Bachur Filho”, oito pacientes na UPA do Jardim Aeroporto e 22 no Pronto-socorro “Dr. Álvaro Azzuz”.
O caso da bebê Sofia
Um desses casos é vivido por Fabiana Faria Lopes, de 25 anos, que aguarda há cinco dias no PSI uma vaga para sua filha. A pequena Sofia Lopes Almeida, de 2 meses, está com bronquiolite, e os sintomas estão se agravando com o passar das horas.
“O meu coração dói. Se eu pudesse passar tudo que ela está sentindo para mim, eu passaria. São noites e noites sem dormir, com ela aqui. Lutando pela melhora dela. Conforme vai passando, parece que só vai piorando, e a gente fica aqui sem saber o que fazer”, lamenta a mãe.
A deputada
Em meio ao caos da saúde pública, Graciela pede atenção especial do Governo de São Paulo para o problema da falta de vagas de internação na região, que são reguladas pelo sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde).
“A região cresceu muito, o número de pessoas que não têm planos de saúde é cada vez maior, mas a quantidade de vagas para internação é a mesma de 20 anos. Essa situação precisa ser revista com urgência. É inadmissível crianças e pessoas com doenças graves ficarem tanto tempo esperando”, finaliza.