A Cear (Comissão Especial de Assuntos Relevantes) da Saúde, criada pela Câmara Municipal de Franca para apurar as responsabilidades da falta de vagas na rede pública, definiu as datas para os depoimentos dos órgãos gestores do SUS (Sistema Único de Saúde) da cidade.
O número de pacientes que sofrem na fila de espera por internação é grande em Franca, causando muita preocupação. Há registros de pessoas que ficam até cinco dias "internadas" nas unidades de saúde à espera de um leito na Santa Casa, resultando até em mortes antes de um paciente conseguir atendimento.
Em muitos casos, o paciente é regulado pela Cross (Central de Ofertas de Serviços de Saúde), mas fica aguardando vagas de leitos dentro de ambulâncias na porta de unidades de saúde.
A Comissão vai ouvir todas as partes envolvidas, como Santa Casa de Franca, Diretoria Regional de Saúde (DRS-VIII) e Secretaria Municipal de Saúde. Os vereadores membros da Comissão também vão realizar diligências nas unidades de saúde, como Pronto-socorro infantil “Magid Bachur Filho”, Pronto-socorro adulto “Álvaro Azzuz”, e as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto e Anita.
De acordo com o calendário divulgado pela Cear, o primeiro a ser ouvido será a Santa Casa, audiência marcada para a próxima quinta-feira, 9. Depois, será a vez dos representantes da DRS, na segunda-feira, dia 13, e por último a Secretaria de Municipal de Saúde, no dia 20 deste mês. As audiências serão sempre às 9h, no plenário da Câmara Municipal.
A Cear é composta pelos vereadores Gilson Pelizaro (PT), presidente; Zezinho Cabeleireiro (PP), vice-presidente; e Ronaldo Carvalho (Cidadania), relator. “O que temos que ver é se o número de 280 vagas para o SUS é suficiente para atender os pacientes de Franca e região. Temos visto os relatórios passados pela Santa Casa semanalmente sempre com superlotação. É claro e evidente que esse número é pequeno, então, vamos encaminhar depois às autoridades necessárias para melhorar esse atendimento”, disse Gilson Pelizaro.
O presidente da Comissão disse que as diligências serão importantes para não terceirizar o olhar de como está o atendimento nas unidades de saúde. “Vamos tirar isso a limpo e fazer os encaminhamentos. Se necessário, vamos ao Ministério Público, ou se necessário, vamos ao Ministério da Saúde”.