O envio de cheques para Protesto caiu 72,7% nos últimos cinco anos em Franca. A queda acompanha o desuso deste tipo de meio de pagamento, hoje substituído pelas transações eletrônicas e, desde 2020, pelo PIX, que tornou instantânea a realização de transferências parao pagamento por produtos e serviços.
Dados levantados pelo Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – Seção São Paulo (IEPTB/SP), entidade que reúne os Cartórios de Protesto do Estado, mostram que em 2018 o total de cheques enviados para serem protestados foi de 1.824, enquanto que 2022 o número caiu para 498, uma queda de 72,7%. Já o valor total dos cheques enviados a protesto também despencou 63,2% no mesmo período.
“O cheque caiu em desuso em razão de uma evolução natural dos meios de pagamento, hoje cada vez mais digitalizados e instantâneos”, explica o presidente do IEPTB/SP, José Carlos Alves. “Apesar de ainda ser utilizado para transações de maior valor, acaba sendo muito arriscado para o credor, que acaba dando preferência a outras formas de cobrança, como os chamados boletos, mas que também merecem uma atenção redobrada do consumidor”, completa Alves.
Substituídos pelas duplicatas mercantil e de prestação de serviços – os famosos boletos –, hoje os principais documentos responsáveis pelo protesto de devedores na cidade, o cheque também passou a ser um pesadelo para os credores que tentam recuperar dívidas. O total de cheques protestados pagos caiu 42,9% no último ano, enquanto que no período dos cinco últimos anos a queda foi de 86,2%. Neste período também diminuiu em 49,5% a proporção de cheques quitados após serem protestados em cartório.
Muitas vezes isso ocorre porque o devedor não sabe para quem passou o cheque que acabou não compensado, acabando por ter o nome protestado, sem conseguir saber como liquidar a dívida. Para consultar se possui um protesto em seu nome ou de sua empresa, o cidadão pode acessar gratuitamente a plataforma online www.protestosp.com.br, preenchendo o campo de consulta com os dados do CPF ou do CNPJ da pessoa jurídica. Automaticamente o sistema irá mostrar se há uma dívida em aberto, podendo o cidadão conhecer onde está feito o protesto para poder quitá-lo diretamente ao credor.