11 de julho de 2026
AGRESSÃO

Testemunha diz que homem agredido no PS 'queria ser atendido rápido e estava alterado'

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução
Homem de 51 anos foi agredido por guarda municipal no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”

Um vigilante de 32 anos presenciou a agressão de um Guarda Civil Municipal a um paciente na noite desta quinta-feira, 23, no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” e relatou como aconteceu a situação.

Romário Alves Oliveira Vicente relata que estava na unidade de saúde procurando atendimento médico e que chegou ao mesmo tempo em que o homem de 51 anos que foi agredido também chegava ao pronto-socorro.

“Parece que ele já estava meio alterado, meio embriagado. A gente passou na triagem, eu passei primeiro, depois ele veio e a gente foi lá para esperar ser chamado. Do nada, ele começou a se alterar, xingar as pessoas, xingar o prefeito - 'Cadê o prefeito?' -, falando mal da saúde, que ele estava com câncer”, disse Romário.

Ele acrescentou que o homem, antes de ser agredido, ficou falando por cerca de 25 minutos e reclamando no local. Também teria ofendido um guarda municipal que estava sozinho e dito que o servidor público era "guardinha de merda e que ele pagava o salário do guardinha", relata Romário.

O clima teria esquentado após a chegada do guarda municipal que agrediu o paciente. Uma suposta solicitação de uma enfermeira, para que retirasse o homem que estava provocando tumulto, culminou na agressão.

Romário comenta que cerca de seis pessoas ficaram indignadas com a situação das agressões e o restante dos pacientes que aguardavam ficaram quietos.

Segundo Romário, o homem agredido chegou ao pronto-socorro e “queria ser atendido rápido, reclamava de dor e que estava com câncer”.

O vigilante que presenciou o caso destaca o seu ponto vista. "Ninguem também é obrigado a ser ofendido igual ele estava sendo, só que também não justifica o rapaz ter agredido daquele jeito. Ele perdeu a razão dele na hora que agrediu", comenta.

Após as agressões, a Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local registrando a ocorrência.

Um boletim de ocorrência também foi registrado na Polícia Civil como desacato e o caso deverá ser investigado. Também foi pedido um exame de corpo de delito na vítima por contas das agressões.

O guarda civil seria afastado das funções no pronto-socorro e, segundo a Prefeitura de Franca, será aberto um processo de sindicância para apurar o que teria motivado a agressão do servidor público ao paciente.