08 de julho de 2026
TRANSFOBIA

Mulher é vítima de transfobia e tem dentes e osso do rosto quebrados

Por Gabriel Garcia | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução
Maya Sanches foi agredida em festa

“Estou com medo”, diz Maya Sanches, 22 anos, vítima de transfobia, que teve seu rosto transfigurado por soco e pontapés de um homem que teve uma atitude preconceituosa em uma festa na madrugada de sexta-feira, 17, para sábado, 18. A vítima atualmente se encontra acamada, esperando por cirurgia na Santa Casa de Franca devido a uma fratura no crânio, perto da região do nariz, resultado da agressão.

O caso foi provocado por um homem ainda não identificado, que reagiu ao ver Maya dançando perto de onde estava. “Eu estava dançando, e esse cara estava perto, lembro dele chegando em mim e falando: 'Você vai ficar dançando perto de mim mesmo, seu viado?'”, disse a vítima.

Ambos começaram a discutir no recinto. A segurança do local percebeu, e eles foram colocados para fora da festa. Já na rua, o homem continuou a desferir xingamentos e ameaças contra Maya e seus amigos que a acompanharam.

“Uma amiga minha entrou na frente, mas ele empurrou ela, foi quando ele me deu uma rasteira”, explicou Maya, que a partir deste ponto diz não se lembrar de mais nada, porque ao cair no chão, de acordo com outros relatos, foi brutalmente espancada com um soco e pontapés.

Devido à agressão, Maya teve seus dentes frontais quebrados, o lábio dilacerado pelo impacto contra os dentes quebrados e parte do osso de sua face, perto do nariz, fraturado. Sanches aguarda na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto por vaga na Santa Casa para realizar uma cirurgia no rosto.

“Eu estou muito triste e revoltado com o ocorrido com essa mulher trans. Os traumas, ela vai levar para o resto da vida dela, as agressões físicas e verbais”, disse Eduardo Valentino, diretor do Coletivo Arco-íris, que trabalha em prol da causa LGBT+ em Franca.

“Não é o primeiro, não é o segundo e, com certeza, não será o último caso de transfobia que Franca terá”, afirmou o diretor, relembrando também o caso de transfobia cometido em um show da Expoagro em 2022. Ainda segundo ele, é preciso uma luta ainda mais intensa contra a LGBTfobia, com trabalhos e políticas ainda mais intensos, principalmente em casas noturnas, bares e festas em geral.

Devido ao choque Maya Sanches ainda não registrou boletim de ocorrência, por estar “com a cabeça cheia” pelo caso. O Coletivo Arco-íris se dispôs a ajudar a vítima e mantém contato constante, acompanhando seu caso.

“Nós fazemos o acolhimento dessas pessoas, realizamos os primeiros cuidados e encaminhamos para os órgãos competentes”, finalizou Eduardo. O número para contato ao acolhimento do Coletivo é (16) 99373-9053, além das redes sociais do Coletivo Arco-íris.

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