09 de julho de 2026
SAÚDE

Com 15 mortes, vereador questiona protocolo usado no atendimento de dengue em Franca

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Sampi/Franca
Divulgação
O vereador Gilson Pelizaro (PT): 'Há certa incompetência aqui que precisa ser melhorada'

O vereador Gilson Pelizaro (PT) questionou o protocolo usado pela Vigilância Sanitária de Franca no atendimento às pessoas com dengue. Pelizaro comparou os números de casos da doença entre Franca e Ribeirão Preto, na sessão desta terça-feira, 14, da Câmara Municipal.

Segundo dados apresentados pelo parlamentar no telão da Câmara, o município de Franca registrou 15 mortes, enquanto Ribeirão Preto duas. Sobre os casos confirmados da doença, ele apontou que Franca registrou no mesmo ano 7.061, contra 7.211 de Ribeirão.

“Uma cidade duas vezes maior que a nossa ter praticamente o mesmo número de casos registrados e ter 13 mortes a menos, alguma coisa de errado está acontecendo. Os protocolos que são feitos aqui na cidade de Franca para tratar a epidemia de dengue têm que ser revistos. Há certa incompetência aqui que precisa ser melhorada”.

O vereador protocolou requerimento pedindo esclarecimentos à Vigilância Sanitária com dados oficiais e o que o setor está realizando no combate e atendimento com relação à doença.

O vereador aproveitou parte do seu tempo na Tribuna para informar por que não apresentou a Cear (Comissão Especial de Assuntos Relevantes) prometida na sessão passada para apurar responsabilidades na falta de vagas SUS.

“Não apresentamos a Cear hoje porque estamos elaborando uma documentação bem feita, utilizar os dados que nós coletamos e formalizar da melhor forma o requerimento. Nesse final de semana uma jovem (diagnosticada com AVC) ficou mais de 24 horas em uma UPA esperando vaga de internação na rede SUS. Nós não podemos ficar só assistindo, temos que arregaçar as mangas e fazer de tudo para melhorar a saúde de nosso município”, finalizou.

A Prefeitura de Franca confirmou nesta terça-feira os números de dengue na cidade citados pelo vereador, sendo 15 mortes e 7.061 casos confirmados em 2022.