Familiares do casal Taís Madalena Borges, 40 anos, e Guilherme Carlos de Almeida, 28 anos, mortos em acidente na rodovia Cândido Portinari, no dia 2 de dezembro de 2022, farão uma manifestação na praça central de Franca, neste sábado, 11, às 11 horas, em frente à Concha Acústica.
A finalidade da manifestação é pedir justiça, uma vez que o responsável pela tragédia, Dênis Costa Rios Vergara Pereira, 36 anos, filho do ex-vereador Luís Carlos Vergara, está em liberdade. Ele chegou a ficar preso 40 dias, mas a Justiça concedeu dois benefícios seguidos ao acusado. Primeiramente, em 12 de janeiro, ele ganhou o direito de deixar a Cadeia Pública de Franca, com a reversão da prisão preventiva para prisão domiciliar. Mais recentemente, dia 31 de janeiro, Dênis Vergara conseguiu liberdade provisória.
A manifestação deverá contar com a participação dos pais, familiares e amigos das duas famílias enlutadas. Os organizadores estão divulgando o protesto em vários canais e redes sociais. Há notícia de que a mãe de Guilherme está com dificuldades para dormir desde o momento em que o causador do acidente foi solto.
Em mensagens disparadas em grupos de WhatsApp e redes sociais, a publicação da família diz: "Chega de impunidade. Quem dirige embriagado é crime, e tem que ser julgado por dolo eventual. Queremos Justiça por Taís e Guilherme e por tantas outras vítimas que perderam a vida no trânsito, não podemos deixar que os nossos entes queridos virem apenas estatísticas. Lutemos por justiça!”.
Nas postagens, a família pede a presença na manifestação de outras pessoas que também perderam parentes por conta de tragédias no trânsito da cidade e que muitos dos causadores dos acidentes com vítimas estão impunes.
O acidente
O acidente ocorreu na noite de 2 de dezembro, na rodovia Cândido Portinari, no perímetro urbano de Franca. Dênis Costa Rios Vergara Pereira, 36 anos, dirigia um carro Gol e bateu na traseira da moto ocupada por Taís Madalena Borges, 40 anos, e seu marido Guilherme Carlos Nascimento de Almeida, 27 anos. O casal estava indo para sua casa, no Jardim Luiza, zona Norte da cidade. Taís morreu no local, enquanto Guilherme veio a óbito horas depois de ser socorrido ao hospital.
Dênis realizou teste do bafômetro que constatou embriaguez, com 1,1 mg/l de álcool no sangue - três vezes mais do que o limite para ser considerado crime.