11 de julho de 2026
SEGURANÇA

Instituições de Ensino de Franca estão preparadas para casos de emergência?

Por Jéssica Reis | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Tomaz Silva/ Agência Brasil
Ação do Corpo de Bombeiros em incêndio

Nos últimos dias, as redes sociais foram tomadas por um debate relacionado a uma grande tragédia no país. O caso da Boate Kiss, que deixou 242 mortos e 636 feridos em um incêndio em Santa Maria (RS), completou dez anos no dia 27 de janeiro e uma série foi lançada para debater o tema. "Todo Dia a Mesma Noite" é uma adaptação da obra homônima da jornalista Daniela Arbex, a produção ficcional resgata o trágico incêndio e está disponível na plataforma de stremming Netflix.

Em meio às polêmicas sobre o caso e o julgamento dos culpados, a reportagem do GCN foi atrás de algumas instituições de ensino em busca de saber se esses lugares estão preparados para eventuais situações de emergência. Para que um lugar esteja apto a receber público é necessário que alguns requisitos sejam cumpridos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, esses lugares precisam ter um AVCB, sigla para Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, que é a certificação de que determinado espaço segue todas as exigências dos órgãos competentes para a prevenção de incêndios. Algumas das exigências são:

Há ainda uma mudança, dos requisitos dependendo do uso que aquele estabelecimento terá, como explicado pelo Corpo de Bombeiros. "Os requisitos para obtenção de AVCB variam conforme ocupação da edificação, no caso em tela, educacional; área construída e altura (específico para cada caso). De acordo com os quesitos apresentados, existe uma legislação de segurança contra incêndio que irá preconizar quais proteções as instalações deverão apresentar. Portanto, para que possamos dimensionar os requisitos é preciso todas essas informações prévias. De posse dessas informações, o proprietário ou responsável pelo uso deverá apresentar um projeto técnico confeccionado em acordo com a legislação e após aprovação, solicitar vistoria das instalações, onde deverão estar instaladas e em funcionamento as medidas apresentadas em projeto", explicou o departamento de imprensa do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

Em Franca
Os lugares francanos que tem um acumulo maior de pessoas transitando são as universidades, com aulas em todos os períodos. É comum que alunos passem despercebidos por alertas de segurança, mas é necessário que as instituições realizem alertas e estejam atentas as normas de segurança.

No Unifacef, o reitor Alfredo José Machado Neto faz questão de explicar que a instituição está totalmente regulada. "Nós temos o AVCB regulamentado corretamente, temos também dentro da instituição os brigadistas de incêndio e também criamos um treinamento especifico para os dias que chove forte. Já que estamos próximos ao corrégo que constantemente alaga. Colocamos escotilhas nas portas, para que nos momentos de chuva, possamos realizar a conteção da água e não ter nosso prédio inundado. Realizamos treinamentos com bombeiros e mantemos nossos brigadistas atentos para evacuação do prédio caso necessário. Estamos sempre atentos em manter um lugar seguro para nossos alunos", concluiu Neto.

A Universidade de Franca, possui um campus com mais de 130 mil m² de infraestrutura, com salas de aula, laboratórios, núcleos de atendimento, clínicas, hospital simulado, centro esportivo e bibliotecas presencial e digital, e também se mantém alerta. A Unifran busca manter a segurança de seus alunos, colaboradores e visitantes como prioridade.

Em nota, a instituição revelou que no primeiro semestre deste ano simulações de emergências devem ocorrer com a participação de toda a comunidade acadêmica. "A Universidade de Franca tem como compromisso a segurança de toda a sua comunidade acadêmica, o que inclui a frente de combate a incêndios, a qual conta com todos os equipamentos de proteção, as respectivas licenças regulares, além de uma equipe  preparada e treinada para qualquer incidente. Além disso, ocorrerá no primeiro semestre de 2023 simulações de emergências com a participação de toda a comunidade acadêmica (alunos, professores e colaboradores)", explicou em nota a assessoria da instituição.

A reportagem do GCN entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Franca, para realizar questionamentos quanto a segurança contra incêndios e emergências nas escolas públicas da cidade. Até a publicação desta matéria não houve resposta por parte dos responsáveis da assessoria municipal e nem da Secretaria de Educação.