11 de julho de 2026
REAJUSTE

Sindicato aguarda inflação para pedir reajuste no salário dos sapateiros em Franca

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Sampi/Franca
Pedro Baccelli/GCN
Assembleia de aprovação de pauta feita em março de 2022

Classe com mais de 18 mil funcionários em Franca, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçado montou a pauta de reinvidicações de 2023. Além do reajuste salarial, a manutenção do abono escolar e o acréscimo no valor do PLR (Participação nos Lucros e Resultados) serão discutidos.

A pauta de pedidos foi aprovada em assembleia no dia 15 de dezembro, e foi protocolada no Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), que representa os proprietários das fábricas, no dia 16.

Os sindicalistas aguardam o fechamento da inflação do mês de janeiro para calcular o pedido de reajuste salarial. Segundo o presidente da categoria, Wellington Paulo de Oliveira, será somada a inflação acumulada, mais 5% de reajuste e outros 5% de rotatividade, que significa demissão seguida de contratação de mão de obra mais barata. Hoje, o piso do sapateiro é de R$ 1.507.

Outra discussão é sobre a cláusula que permite ao funcionário, que tem oito meses ou mais de trabalho na empresa, pedir para a rescisão de contrato ser feita no sindicato. Ainda segundo o presidente, houve fábricas que não realizavam o pagamento ou faziam a contribuição irregularmente. Por esta razão, o desejo de manter em vigor a condição.

Também está na pauta a manutenção do abono escolar para o próximo ano, e o reajuste no valor da PLR. "Tem muito a se discutir. Estamos chegando confiantes, mas para sairmos satisfeitos precisamos da participação do trabalhador abraçando a causa e comparecendo nas assembleias do sindicato", afirmou Wellington.

O sindicato dos funcionários pretende entrar em contato com o patronal na próxima semana para marcar as datas das reuniões de negociação. A data base é o dia 1° de março deste ano.