11 de julho de 2026
NA METADE

Alexandre faz análise positiva dos dois primeiros anos: ‘Reação rápida aos problemas’

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Sampi/Franca
Andressa Neves/Prefeitura de Franca
Alexandre Ferreira: 'Todos os problemas que nos trouxeram até aqui têm solução'

Exatamente na metade de sua gestão, o prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (MDB), se mostra satisfeito com o que ele e sua equipe têm trabalhado até aqui. Segundo o prefeito, os dois primeiros anos de mandato já contemplaram grande parte de suas propostas destacadas no plano de governo, e o foco para os próximos dois anos é o de concluir todas as obras.

O desafio de estar à frente do Executivo se deu logo no início da gestão. Como já reforçado em diversas ocasiões, Alexandre afirmou que pegou a Prefeitura deixada pelo ex-prefeito Gilson de Souza com dívidas, tanto financeiras quanto administrativas.

“A dívida administrativa entra como, por exemplo, veículos quebrados, que tivemos que consertar para começar a utilizar, falta de merenda, falta de informações do que aconteceu no gabinete ao longo dos últimos anos... A impressão que tenho é que abandonou."

No entanto, mesmo com as adversidades ditas pelo prefeito e com a pandemia no início de 2021, Alexandre disse que se orgulha de ter realizado mais do que propôs em seu plano de governo, até mesmo por conta das necessidades que surgiram na cidade.

“O recapeamento. Nós entramos sabendo que íamos ter que fazer, mas não nessa quantidade. Nós fizemos quase R$ 30 milhões de recapeamento em 2022, é uma coisa que faz, faz, mas continua precisando; as escolas que também não estavam no meu planejamento para reformar, e fizemos; os prédios públicos que foram devolvidos e que estamos tendo que achar um destino”, falou o prefeito.

Já entre as promessas descritas no plano de governo, o novo prédio do NGA e as cinco novas unidades básicas de saúde estão cada vez mais perto de se tornarem realidade. “Das cinco unidades, já estamos construindo três. Também havia a ideia de um novo pronto-socorro, mas ainda não estamos fechados nele, não decidimos, até porque o NGA vai consumir cerca de R$ 30 milhões”.

Entre as coisas que não foram realizadas, Alexandre afirmou que ainda, independentemente do resultado, toda a equipe tem uma reação rápida aos problemas, e, dentre eles, ressaltou o "prédio do esqueleto", que se arrasta sem solução há anos. No entanto, ele garante que há como resolver, mas leva tempo.

“Tem uma solução para ele, mas ela leva tempo, é diferente de não ter a solução. Contratei uma empresa para fazer um laudo e ver se o prédio era viável e se não estava com a estrutura comprometida. Quando o Gilson pegou, ele colocou que teria que ser para serviços administrativos da Saúde ou Educação. Eu não preciso disso. Quero prédio para atender pessoas, por isso solicitamos ao Estado a mudança da destinação do prédio. A ideia é que eu consiga empresas para utilizar o prédio, e em troca, construam creches, escolas e UBSs”.

Para o fim de 2024, a ambição maior é a conclusão de todas as obras. No total, são pouco mais de 50, entre as concluídas, em andamento, licitadas e ainda em projeto. “Nessa linha, temos que terminar neste ano essas obras. Não vamos conseguir terminar algumas, como o NGA, hospital estadual e as duas últimas UBSs, não vamos conseguir entregar em 2023, talvez o hospital nem em 2024”.

Relação com a Câmara e Governo Estadual
Cabo eleitoral assumido do ex-governador Rodrigo Garcia, Alexandre declarou apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo turno das eleições. Segundo o prefeito, a relação entre eles é bem próxima, e o apoio veio após várias conversas entre os dois, portanto a Prefeitura deve iniciar o ano com portas abertas no Governo do Estado.

Relação com o Legislativo
Já a relação com os vereadores de Franca, Alexandre afirmou que “felizmente a Câmara entendeu que, ou trabalham juntos e mudam a vida das pessoas, ou terão dificuldades”. Todos os vereadores têm acesso fácil ao prefeito, segundo ele, mas há ponderações.

“A Câmara tem que fiscalizar, só que ela não é inimiga, se ela for inimiga, acaba que eu não tenho acesso ao que eles pensam, e eles não tem acesso à Prefeitura. Quem fica longe nesse processo? A população. Só que tem gente de oposição que não entende assim, quer que haja discórdia, dificuldade, porque uns querem estar no lugar deles (vereadores), e outros querem estar no meu lugar, então ficam pregando discórdia, mas todos têm o direito de serem candidatos”.

Alexandre ressaltou que, apesar de perceber movimentações políticas em vista das próximas eleições, jamais foi procurado para interesses particulares dos vereadores e que o papel de todos eles é a integração para a resolução dos problemas.