Grávida de cinco meses, Verônica Souza, de 24 anos, não encontra médico nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de Franca para acompanhar a sua gestação. Até o momento, a jovem passou por duas consultas nas unidades e não consegue mais atendimento próximo de sua casa.
Segundo Verônica, a médica que a atendia, na UBS da São Sebastião, pediu demissão, e não há nenhum outro profissional para continuar o atendimento. Nas UBSs da Santa Clara e Estação também não há médicos para gestantes.
A jovem, que foi diagnosticada com toxoplasmose, teme uma gravidez de risco. Em 2019, com a mesma infecção, perdeu um bebê de seis meses. Na época, Verônica também afirmou que não havia médicos para acompanhar a gestação.
“Eu preciso fazer um ultrassom para ver como está o neném, como está desenvolvendo, e eu não tenho médico para passar. Estou passando muito mal, sinto muita dor, vou na Santa Casa e não vira nada, só dá medicação e manda embora. Já tive problema com isso, perdi uma criança de seis meses por conta da mesma palhaçada que está acontecendo, por falta de médico”, falou.
A orientação dos funcionários foi para que Verônica procurasse a UBS do Luiza, mas pela distância entre a unidade e sua casa, ela diz ser inviável. “Não consigo me deslocar todo mês para o Luiza, não tenho condição. Preciso de um ultrassom e não posso pagar”.
Outro lado
Procurada, a Prefeitura somente informou que as consultas de ginecologia para as pacientes das UBSs São Sebastião, Santa Clara e Estação estão sendo agendadas nas clínicas credenciadas pelo município.