A noite desta quarta-feira, 11, foi marcada pelo repúdio de centenas de pessoas na Câmara de Vereadores. Autoridades e lideranças foram à Casa de Leis de Franca em um ato simbólico pela defesa da democracia, ameaçada por bolsonaristas em um ato golpista no domingo, 8, em Brasília.
Apesar do ato ter sido realizado na Câmara, apenas um vereador participou do movimento que condenou os ataques jamais vistos à Praça dos Três Poderes. Gilson Pelizaro (PT) foi o mediador da noite, que contou com a presença de representantes de vários partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Ministério Público, Academia Francana de Letras, entre outros.
O promotor Paulo Corrêa Borges ressaltou que, há tempos, acreditava que o grande desafio do próximo governante não seriam as políticas públicas em si, mas a unificação do país – crença que se confirmou segundo ele neste domingo, 8.
“Não tenho e nunca tive qualquer dúvida das urnas e da validade do sistema de apuração. A cada momento que vencemos um processo eleitoral, aquele que venceu tem o direito de exercer o poder. Aquele que não venceu pode fazer oposição. Tudo dentro da democracia, menos querer extinguir a democracia e romper a Constituição”, disse Borges.
O promotor leu também, em nome do procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Mario Sarrubbo, o posicionamento do Ministério Público de São Paulo. “A mais veemente condenação às cenas criminosas ocorridas neste domingo em Brasília, a capital de todos os brasileiros. Este ato simboliza de maneira eloquente o desprezo que esses grupos nutrem pela vontade popular materializada nas urnas e sua aposta na desordem como meio para subverter as regras do jogo democrático, entretanto isso não ocorrerá. Os inimigos da democracia não vão prosperar”.
O presidente da OAB de Franca, Acir Matos, também usou a tribuna para condenar os ataques realizados por bolsonaristas. “A manifestação é um pilar da democracia e não podemos abrir mão disso nunca, mas não podemos permitir vandalismo. Qualquer ato contra a democracia não pode ser permitido. Muitas pessoas estão lá, alguns com certeza foram para fazer uma manifestação, mas muitos foram com a finalidade de destruir a democracia. Esses têm que ser punidos”, ressaltou.
O ato foi organizado por movimentos do PT, Psol, MST, OAB, Unesp, Unidade Classista, Apeoesp, entre outros.