11 de julho de 2026
PESQUISA

Franca despenca em ranking de melhores cidades para negócios no país

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Dirceu Garcia/GCN
Franca despenca em ranking de melhores cidades para negócios no comércio

Franca saiu da ponta para a rabeira no ranking de melhores cidades para fazer negócios no país, segundo levantamento feito pela Urban Systems, divulgado pela revista Exame, no mês passado. O município caiu em cinco das seis áreas pesquisadas pelo levantamento, com destaque para o comércio: Franca era a 9ª melhor cidade do país para fazer negócios no setor, em 2021, e despencou para a 95ª posição, no ano passado.

Foram analisadas cidades com mais de 100 mil habitantes, em seis áreas de negócios: agropecuária, comércio, educação, indústria, mercado imobiliário e serviço.

No caso do comércio, segundo a pesquisa, Franca apresentou índices negativos de crescimento de estabelecimentos comerciais, seja atacadistas ou varejistas. Outro fator foi a renda do trabalhador que também caiu.

"Apesar do crescimento do saldo de empregos dos demais setores da cidade, há baixa empregabilidade formal, o que dificulta o consumo e crédito", explica o diretor comercial da Urban Systems, William Rigon.

Já no quesito educação, Franca caiu 11 posições. Em 2021, ocupava o 49° lugar e, em 2022, fechou no 60°. A redução da matrícula dos estudantes nas escolas públicas e particulares foi preponderante para a perda de posições no ranking.

"Esta dinâmica é causada principalmente pelo crescimento demográfico baixo, pela redução da migração de famílias e pela redução da renda das famílias", disse Rigon

Segundo o diretor, caso este cenário se repita durante os próximos anos, pode prejudicar a capacidade produtiva da cidade. Com mão de obra sem qualificação, atrapalha a instalação de novas empresas em solo francano.

Não apareceram na classificação
Se engana quem pensa que termina aí o resultado negativo. Franca caiu em outras três áreas de negócios. Em 2021, os setores agropecuário, imobiliário e de serviços terminaram em 33°, 34° e 80° lugares, respectivamente. Neste ano, todos ficaram após a 100ª posição, sendo assim, não foram ranqueados pela pesquisa.

Já o setor industrial terminou mais um ano fora dos 100 primeiros colocados pela Urban Systems.

A pesquisa
Foram utilizados mais de 60 indicadores no estudo, que avalia o crescimento, demanda, infraestrutura e oferta do concorrente em cada setor. Também é avaliada a capacidade de diversidade econômica, empregabilidade, gestão fiscal e investimentos em cada cidade.

"Por tratar de indicadores dinâmicos, ela é publicada anualmente para atender investidores e poder público, os primeiros no direcionamento de tomada de decisão de investimento e expansão, e o segundo para planejamento e adequação das necessidades do município para atender empresários e investidores", finaliza Rigon.