11 de julho de 2026
VENCIMENTOS

Deputados estaduais aumentam o próprio salários; Graciela e Engler não votam

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Arquivo/GCN
Graciela e Engler não participaram da sessão em que deputados aumentaram os próprios salários

Os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovaram aumento de seus próprios salários durante sessão extraordinária nesta quarta-feira, 21. O reajuste do subsídio passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2023.

O projeto foi apresentado pela Mesa Diretoria a toque de caixa, obtendo 49 votos favoráveis contra 10, e agora segue para sanção do Executivo. Os salários estavam congelados desde 2016. Ao todo a Alesp conta com 94 deputados.

O valor da remuneração, que atualmente é de R$ 25.322,25 será de R$ 29.469,99 a partir de janeiro, e de R$ 31.238,19 a partir de 1º de abril do mesmo ano. Já a partir de 1º de fevereiro de 2024, o subsídio dos parlamentares passará para R$ 33.006,39 e, em 1º de fevereiro de 2025, será fixado em R$ 34.774,64. O aumento representa 37,3%.

Com isso, os deputados estaduais receberão em 2025 um salário equivalente ao do governador eleito Tarcísio de Freitas (REP), que foi contemplado pela maioria dos parlamentares com reajuste no mês passado de 50%, indo para R$ 34,5 mil em 2023.

Os dois deputados por Franca, Delegada Graciela (PL) e Roberto Engler (PSDB) não votaram. Graciela faltou à sessão, com o painel mostrando ‘obstrução’ e ‘licenciado’ para Roberto Engler.

Graciela, que foi reeleita, disse nesta quinta-feira, 22, que é contra o aumento e por compromissos na região não participou da sessão. “Como o projeto que aumenta os salários dos deputados não constava da pauta e foi incluído de última hora, a deputada Delegada Graciela se encontra em Franca, por conta de compromisso na Apae, agendado anteriormente, e não participou da votação. A deputada reafirma a sua posição contrária ao aumento dos salários”, disse a assessoria da parlamentar.

Já a assessoria de Roberto Engler disse que o deputado segue “licenciado por motivos de saúde. Que o aumento passa a valer a partir do ano que vem. Ou seja: ele não usufruirá desse reajuste”. Engler não concorreu à reeleição.