Carro em alta velocidade, não respeitando faixa e impedindo pedestre de atravessar. Dá para listar as infrações de trânsito que acontecem na avenida Santa Cruz, nas proximidades do Sesi de Franca.
As condições do trânsito na Santa Cruz, principalmente pelo alto número de alunos da escola e de frequentadores do clube do Sesi, preocupam as pessoas que trabalham ou passam pela região. “Alta velocidade dos carros e a falta de respeito com o pedestre na faixa. Ficou impossível de atravessar”, diz Lúcia Helena Machado, de 64 anos.
Além dos alunos da escola, tem o movimento das atividades realizadas dentro do clube. Lúcia, por exemplo, participa do clube. “O pico é pela manhã das 7 às 12 horas. Vale lembrar que o clube do Sesi tem fluxo alto de pedestres, em especial turma dos 50 anos ou mais”.
Osória Alarcon, de 63 anos, tem dificuldades para caminhar. Sente dores intensas, formigamento, sensação de dormência e choque. É uma “via-sacra” para atravessar a Santa Cruz, por conta do alto movimento. “Para atravessar a avenida é muito complicado, porque alguns carros param para a gente passar, outros não. Acho que se torna ainda mais perigoso”.
“Não sou só eu que tenho problema, vejo que outras pessoas têm muitas dificuldades para atravessar ali. Está ficando muito perigoso”, completou.
Geovana Morais Andrade, de 25 anos, já viu pelo menos cinco acidentes na Santa Cruz durante os quatro meses que está trabalhando em um estúdio fotográfico na região. “Principalmente envolvendo carro e moto. Já vi pessoas atravessarem a faixa de pedestre e os carros esbarrarem nelas. Teve uma vez também que aconteceu um quase congestionamento, que envolveu cinco carros (batendo um no outro)”.
A reportagem esteve na avenida e constatou que os motoristas têm o costume de parar apenas nas lombadas, mas passam direto pelas faixas de pedestres. Os poucos que freiam para o público passar corre o risco de os carros baterem na traseira. Já os motociclistas cortam os veículos e passam em alta velocidade pelo local.
As entrevistadas sugerem a instalação de lombofaixas e semáforos na avenida. “Acredito que uma lombofaixa melhoraria um pouco, tanto a questão da velocidade, quanto para a passagem de pedestres”, reforça Geovana.
A Prefeitura de Franca foi procurada pela reportagem para comentar a situação na região e sem planos de melhorias. A administração não respondeu até o fechamento deste texto.