11 de julho de 2026
CALÇADISTAS

Na contramão do restante do país, Franca projeta exportação maior de calçados em 2023

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/Redes Sociais
José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca

Se as exportações do setor calçadista em Franca continuarem em ascensão, a expectativa para este ano, que é de US$ 90 milhões, será alcançada. Com isso, a projeção para o próximo ano também é positiva.

No entanto, o âmbito nacional prevê outro cenário. A Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) prevê que a movimentação internacional, como desaceleração e inflação mundial, deve provocar uma queda de 5,7% nas exportações de calçados ao longo do próximo ano.

Com isso, a associação acredita que o setor tenha um crescimento mais tímido em 2023. José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) defende que as projeções do Brasil e de Franca são distintas.

estou aguardando sair o resultado do mês de novembro pra ver se atende nossa expectativa que é bater o 90 milhões, o que eu posso garantir é que no ano que vem vai ter um incremento na exportação. O objetivo do setor calçadista é realmente as exportações, porque vamos ter uma recessão econômica, então temos que trabalhar na área de exportação.

“Estamos recuperando as exportações de anos a fio que vêm caindo. A maior exportação nossa foi em 1993, com US$ 256 milhões em Franca. O ideal seria voltar a esse número, mas estamos muito longe”, disse Brigagão. “Acho que ao longo dos anos, daqui para frente, a tendência das exportações é aumentar. Esperamos que em 2023 nós possamos ultrapassar os US$ 100 milhões, caminhando para a recuperação desse número de 1993”.

Apresar a expectativa positiva, o presidente do sindicato afirmou que não é possível cravar nenhuma tendência, já que é necessário primeiramente esperar o fechamento deste ano, e depois aguardar as políticas públicas do próximo governo.

“É uma incógnita. Ainda mais começo de governo, não sabemos como vai terminar isso, nem reação do mercado. A Abicalçados projeta, mas de modo geral, a nível nacional. Em Franca, a alternativa é exportações, não podemos ficar amarrados a importações, mas vai depender de políticas públicas, tanto a nível federal quanto estadual.”