Todos os dias no final da tarde e começo de noite, a grande arara pousa no centro de esportes do bairro City Petrópolis, região Norte de Franca, e é atração de crianças, adolescentes e adultos que frequentam o local.
Há cerca de três anos, a ave começou a aparecer com mais outras três, uma delas arara vermelha, porém, com o passar do tempo, uma acabou morrendo por causas naturais, outra foi eletrocutada, sobrando a ‘Cota’, como é chamada, e uma outra que aparece raramente nas imediações da quadra e do campo da avenida São Pedro.
Para o jovem Júlio Augusto Costa Santos, de 12 anos, que frequenta o espaço e criou familiaridade com o animal, a presença dela já é algo comum.
“Fui dando comida quando ela apareceu e fui chegando, e ela foi pegando mania comigo e fui ensinando ela a falar. Quando eu estou na rua e não vejo, ela me chama pra fazer carinho”, disse Júlio.
Com um tom forte de cores, a ave de aproximadamente 80 cm tem uma cauda grande e a plumagem nas cores amarelo dourado e azul no dorso. A arara é mansa e acostumada a ficar rodeada pelas crianças e adolescentes enquanto eles estão brincando na quadra de esportes do bairro.
“A ‘Cota’ aprendeu a falar algumas coisas, chama pelo meu nome e do meu tio, fala “gostoso” e pergunta 'o que foi'”, acrescentou Júlio.
Crianças relataram que às vezes ela ‘invade’ a quadra de basquete para chamar a atenção até que alguém vai até ela para retirar da quadra.
O animal gosta de comer frutas como banana, maçã e manga. Populares que moram no bairro há mais tempo não souberam dizer como a arara apareceu ou mesmo se vive em alguma das árvores da avenida. Mas..
Descobertas
Segundo colaboradores do Jardim Zoobotânico – parque ecológico próximo da região que preserva plantas, mudas e que possui um viveiro de aves silvestres, a ‘Cota’ é fujona.
O animal foi levado pela Polícia Militar Ambiental para acolhimento, onde ficou por dois anos, teve a troca de pena, foi inserida no convívio da natureza e aprendeu a voar, mas durante um remanejamento no viveiro, ela fugiu.
A orientação é que a população não alimente a ave e não se aproxime, deixando que ela se vire sozinha e possa voltar à natureza para não ser um animal domesticado.
A arara, da espécie arara-canindé não está em extinção no Brasil e pode viver até aproximadamente 65 anos. O animal costuma ser mais frequente visto em copas de florestas de galerias, florestas altas, além de buracos de palmeiras etc.