11 de julho de 2026
MORTE NA PISTA

‘Não tenho raiva dele, tenho pena. Destruiu a família dele e a nossa’, diz mãe de Taís

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Heloísa Taveira/GCN
Familiares e amigos de casal pedem por justiça e alegam homicídio doloso - aquele com a intenção de matar

Nesta quinta-feira, 8, data em que Taís Borges e Guilherme Almeida completariam seis anos de casamento, foi realizada a missa de 7ª dia de falecimento do casal. A missa aconteceu na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Paulistano, e foi celebrada pelo Frei Leopoldo, tio de Taís.

A celebração reuniu as famílias e amigos das duas vítimas mortas no acidente da última sexta-feira, 2, quando a moto em que o casal estava foi atingida por um motorista embriagado. “Não queremos violência. Nossa família é da paz, mas não queremos a injustiça. Mais uma vez o alcoolismo ceifou a vida de dois jovens que tinham projetos em suas vidas”, disse o frei, durante a homilia.

A mãe de Taís, Consuelo Aparecida Sarroche, ressaltou que busca força através da religião e que não tem ódio do causador do acidente, mas sente pena. “Fiquei com mais dó foi da família dele (motorista), porque ele não matou só dois jovens. Não tenho raiva dele, tenho pena. Destruiu a família dele e a nossa. A mãe dele também deve estar sofrendo muito por ter um filho alcoólatra, e nós queremos justiça”, falou.

Consuelo relembrou dos sonhos da filha: além da faculdade já concluída de Administração e Segurança no Trabalho, Taís estava no último ano do curso de Direito. “Nossa vida ficou vazia. O que muda para alguém que perde um filho? Tudo. Eu não estou com minha filha mais. E o Guilherme não é um simples genro, é um filho também que eu perdi”.

Erika Nascimento, mãe de Guilherme, estava trabalhando quando recebeu a notícia da morte do filho. Ela é cuidadora de idosos e foi surpreendida pelo telefonema às 4 horas daquela madrugada.

“Muito triste a vida sem ter meu filho, minha nora. Eles eram honestos, trabalhadores, com uma vida pela frente e tentar um filho no ano que vem. Uma família toda foi destruída. Eu queria que esse rapaz nunca tivesse passado na vida deles”, falou a mãe de Guilherme.

O causador do acidente, Denis Vergara, que pegou na direção mesmo com o triplo do volume de álcool no sangue considerado crime, continua preso.