10 de julho de 2026
DIVERGÊNCIAS

Estudantes da Industrial denunciam perseguição e assédio moral dentro da escola

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Etec (Escola Técnica) 'Dr. Júlio Cardoso', a Industrial, em Franca

Alunos da Etec (Escola Técnica) "Dr. Júlio Cardoso", a Industrial, em Franca, denunciam supostos casos de perseguição e assédio moral por parte da diretoria da unidade de ensino.

Tudo teria começado quando os estudantes resolveram fazer um abaixo-assinado reivindicando novos micro-ondas para os alunos esquentarem suas refeições. A direção da escola se adiantou e providenciou a compra dos equipamentos, e os alunos passaram a sofrer retaliações, segundo representantes da Federação Nacional de Estudantes em Ensino Técnico (Fenet).

Por conta disso, a própria Fenet divulgou nota denunciando "violação pedagógica e perseguição política aos estudantes". Na última segunda-feira, 21, foi enviada uma denúncia à Comissão Permanente de Orientação e Prevenção contra o Assédio Moral do Centro Paula Souza (Copam), autarquia pública responsável pelas Etecs.

Além disso, os estudantes prometem realizar uma manifestação em frente à Industrial nesta quinta-feira, 24, às 12h, contra a "posição política" da diretoria da instituição.

Um trecho da nota diz: “Ao divulgar essa conquista (micro-ondas), os alunos encontraram uma grande retaliação por parte da direção, que usava como principal justificativa de que estavam eles espalhando mentiras, que os micro-ondas já estavam sendo comprados, que de nada impactou o abaixo-assinado, que a mobilização dos estudantes nada teve a ver com isso. Mesmo todos tendo a ciência de que há meses a direção sequer dava perspectivas de compras dos aparelhos. Uma série de perseguições, abusos e violências morais e psicológicas decorreram disso então”.

Guilherme Andrade, representante da Fenet, disse que membros de Federação tentaram intervir, ao ligarem para a diretoria da escola na última segunda-feira, 21, quando o caso ganhou repercussão dentro do estabelecimento de ensino.

“A diretora se mostrou exaltada e fechada para o diálogo e prosseguiu com sua campanha de assédio moral aos estudantes, coagiu uma estudante a declarar sua posição política na frente dos responsáveis, tudo isso enquanto anotava em seu caderno as informações. Uma clara violência política e moral”, disse Guilherme, ao confirmar o protesto nesta quinta-feira. “Diversos movimentos já estão articulados conosco e confirmaram presença”.

A reportagem procurou a diretora da Etec "Júlio Cardoso", Rita Lombarde Vilela Vitoriano, cujo nome foi citado na nota da Fenet, mas ela não quis se pronunciar, pedindo para procurar a Assessoria de Imprensa do Centro Paula Souza. Ela apenas disse que está de férias e que “essas informações não procedem”.

A reportagem enviou um e-mail para o Centro Paula Souza, questionando sobre o caso. Assim que a resposta for recebida, ela será incluída neste texto.