“Não vou ser candidata a nada no país”. Mesmo depois de um mês do final das eleições, o assunto política é ligado ao nome de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho Administrativo da varejista Magazine Luiza. Em entrevista ao programa Caminhos, da CNN Brasil, na última sexta-feira, 18, a empresária disse que recebeu propostas de partidos, mas negou contato para participar da chapa encabeçada pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante o período de formação das coligações partidárias para disputa das eleições gerais, Luiza Helena foi cogitada a ser candidata à vice-presidente de Lula, segundo noticiário da imprensa. Contato que nunca existiu, segundo ela. “Apesar dos muitos memes, (um dos) únicos que não me convidaram foi o presidente Lula, que foi o que mais me ligaram para ser vice”, afirmou.
A empresária disse que recebeu “muitas propostas legais” para participar do pleito. “Não digo que fui pressionada, porque era gente que gostava muito de mim, tanto empresários, como população e mulheres. Acredito em políticas públicas que mudam o país, mas a minha vocação é para trabalhar junto com a sociedade civil”.
Apesar de descartar a possibilidade de candidatura, Luiza Helena continua ativa na vida política, e busca entregar um plano econômico para a presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques. “Falei que enquanto não descentralizarem essa forma de dar o crédito, vamos continuar com dinheiro sobrando e as pessoas precisando”.
A empresária ressaltou a importância da desburocratização dos processos, que, segundo ela, ajudou a aumentar o ganho do Magazine Luiza. Enfatizou a luta por igualdade para mulheres e negros, e disse que a reforma trabalhista foi importante para a economia.
“Ela (a reforma) poderia ter sido melhor, mas foi o que deu para fazer. Ela não prejudicou em nada o trabalhador: 13º, férias, todas as partes ficaram. O que deu foi é mais liberdade para as pessoas escolherem como fazer as coisas”.
Com a polarização causada por Jair Bolsonaro (PL) e Lula, Luiza Helena espera que o país esteja mais unido daqui a quatro anos. “Cada um com suas crenças e políticas, mas unidos em torno do país, o que importa agora é que o país vá bem. Espero que diminuam muito a desigualdade social. Espero que tenha terminado a violência contra a mulher no mundo, e o que mais quero é a geração de emprego”, finaliza.