A operação Guelta, do Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público e da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), que prendeu o empresário francano Leandro Ferreira Rodrigues e fechou a sua rede de drogarias, no dia 19 de outubro, completou um mês nesse sabádo, dia 19 de novembro.
Nesses 30 dias corridos desde a operação, houve alguns desdobramentos do caso, entre eles, é que o empresário que foi preso em flagrante por tráfico de drogas por manter medicamentos de uso controlado sem procendência de origem, o que configura tráfico de entorpecentes, não está mais preso.
Leandro, responsavél pelas sete unidades instaladas em Franca, foi solto há alguns dias por ser réu primário, mediante a determinação de medidas cautelares. Não foram divulgados os detalhes da soltura e quais seriam tais medidas.
Já as farmácias seguem com as portas fechadas ao público. Segundo a Vigilância Sanitária, há ainda documentos a serem regularizados, que impedem a liberação dos autos de infração que foram impostos, além de definições do Ministerio Público.
Relembre o caso
O empresário de Franca responsável pela rede de drogarias vinha sendo investigado por crimes como sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e receptação.
Durante a operação, foram encontrados mais de R$ 100 mil em dinheiro vivo na casa do empresário
Os estabelecimentos estariam comprando e vendendo remédios sem nota fiscal, levando à sonegação de mais de R$ 17 milhões, segundo o MP. Os promotores afirmaram que foram encontrados remédios controlados de tarja preta e outros adquiridos sem nota fiscal, com origem desconhecida, o que dificulta o controle sobre a posterior revenda dos produtos. O crime é considerado grave.
Na ocasião, o empresário foi preso em flagrante por tráfico de drogas por manter medicamentos armazenados sem procedência de origem. Essas drogas são controladas rigorosamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e são consideradas entorpecentes.
As sete unidades da farmácia, além de uma outra que estava sendo preparada para abrir, alvo da operação Guelta, foram fechadas, após a interdição da Vigilância Sanitária.
A operação Guelta foi realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e contou com apoio da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado, além da Polícia Militar e Vigilância Sanitária.