O presidente da UESF (União das Escolas de Samba de Franca), José Policarpo Soares, usou a Tribuna da Câmara Municipal de Franca, na manhã desta quarta-feira, 16, para pedir ajuda aos vereadores sobre a verba pública destina à área cultural para a realização do Carnaval de rua em 2023.
Policarpo disse que protocolou junto ao Poder Público o planejamento do Carnaval em maio deste ano, mas até o momento não obteve uma resposta da Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura) se a cidade irá ou não realizar a Festa de Momo no próximo ano, em fevereiro.
Policarpo disse que apenas seis meses depois, obteve uma resposta da Feac, neste dia 30 de outubro, mas nada de concreto. Ele leu o documento-resposta da Feac e parte diz: “Quanto à questão que envolve a liberação de recursos, ainda depende de análise e estudo sobre a viabilidade orçamentária”.
O representante das escolas de samba se mostrou indignado com a resposta. “Seis meses para falar que ainda está em estudo, o ano está acabando. Precisamos de uma resposta, sim ou não. As escolas de samba são empresas que pagam impostos e outras despesas. Tem escolas que já estão com tudo pronto, sambas-enredos, fantasias sendo confeccionadas, contando com esses recursos”, disse, acompanhado de outros membros de escolas de samba.
Policarpo acrescentou que protocolou na Câmara Municipal um ofício para que seja viabilizado um projeto que reconheça oficialmente as escolas de samba de Franca e declara o Carnaval francano patrimônio cultural e imaterial do povo francano. “Isso acontece em outras cidades do Estado de São Paulo, inclusive o Condephaatt dessas cidades tombou o Carnaval, as escolas de samba, porque é um patrimônio de mais de 80 anos”, concluiu.
Por conta da pandemia, o Carnaval não foi realizado nos dois últimos anos. Em 2019, as escolas receberam juntas recursos para a realização de Carnaval de R$ 250 mil. Para este ano, não há especificação de verba para o Carnaval no orçamento do município, ficando a cargo da própria Feac promover ou não o evento, já que a pasta conta com orçamento próprio anual de cerca de R$ 15 milhões, sendo R$ 3,2 milhões para a área cultural.