O ex-ministro e cinco vezes deputado federal por São Paulo Aldo Rebelo (PDT) esteve na Faculdade de Direito de Franca no fim da tarde desta quarta-feira, 9, para uma palestra sobre os 10 anos do Código Florestal Brasileiro, a convite do Centro Acadêmico da própria faculdade.
Rebelo, que foi candidado a Senador nas eleições deste ano, disse que o tema é importante pelas implicações, consequências e perspectivas sobre o assunto. "Principalmente porque a Amazônia entra na agenda do mundo por conta do clima, do meio ambiente, do aquecimento global, e o código ganha grande atualidade", disse.
Questionado sobre a expectativa em relação ao novo governo que assume o Brasil em 2023, o ex-ministro de Dilma Rousseff (PT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que torce para que tudo caminhe bem, mas prevê dificuldades.
"Torço que tudo dê certo como sempre torço pra todos que assumem meu país. O que eu sei é que o governo vai encontrar uma situação muito difícil, porque a economia do mundo em 2023 não promete um ano bom, e o Brasil vive dificuldades orçamentárias. O próprio governo eleito já sabe disso, que terá recursos muito limitados para os programas e para as promessas de governo. O presidente precisar ter muita eficiência, muita amplitude. Vai ter que driblar todos os obstáculos e fazer o melhor possível".
Sobre ter seu nome ventilado para assumir algum ministério no governo de Lula, Rebelo disse que não foi convidado. "Não pretendo, mesmo porque não fui convidado. Boatos, especulações existem. Não fui procurado, mas claro, se você tem experiência de ter sido presidente da Câmara dos Deputados, ministro por várias vezes, as pessoas sempre especulam, mas eu trato como simples especulações. Não creio que seja convidado porque meu tempo já passou. Hoje eu sou um conferencista, faço palestras, e me sinto bem assim".
Sobre a disputa polarizada entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula nas eleições recentes, Aldo Rebelo disse que foi natural, mas condenou o ódio que marcou o pleito. "O problema da política é o ódio que envenena a relação entre as pessoas, envenena as famílias. Pai, mãe, filhos, amigos de décadas que não se falam, deixam de falar por causa de política. Isso que é lamentável. Choques, brigas, mortes, isso é o que não pode sobreviver, isso tem que ser combatido. A política tem que ser feita com ideias, com propostas, com projetos e respeitando as regras", finalizou.