Com o objetivo de levar voz ao povo preto da cidade, jovens periféricos e todos que são afetados pelo racismo, coletivos da cidade - Afronte, Close-Certo, da Cultura, Comdecon, Shake Shake Shake, Resistência feminina, Associação Flor da Vida e Vidas Pretas Importam - promoverão no dia 19 a segunda Marcha Antirracista em Franca. O movimento acontecerá a partir das 10h, na praça Carlos Pacheco, em frente à Casa da Cultura, no Centro.
O ato contará com uma programação cultural, com artistas locais do rap, funk, hip-hop, pop e apresentações dos povos de axé, uma roda e conversa e debates sobre as questões mais urgentes para a comunidade negra na cidade. Após as 13h, será feita uma marcha pelo Centro da cidade.
Leontter, diretor do coletivo Close-Certo, afirma que o movimento é de extrema importância social para a cidade.
“O racismo também afeta nossas crianças que não recebem uma educação adequada, sobre sua ancestralidade e história do seu povo. O racismo afeta o trabalhador, a dona de casa. O racismo está a cada vez que uma pessoa preta é perseguida dentro do mercado, algo que é, inclusive, bem comum. O racismo está em espaços onde é impossível ver pessoas pretas, a não ser em posição de servidão”, disse Leontter.
A primeira marcha do movimento aconteceu no dia 13 de junho de 2020 e foi organizada pelas mesmas entidades da edição deste ano, coletivo Close-Certo e Comdecon (Conselho Municipal de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra).