Muito dinheiro foi gasto nas eleições de 2022. Somados, somente os candidatos de Franca investiram mais de R$ 7 milhões em suas campanhas para deputado federal e estadual, segundo a plataforma DivulgaCand do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Levando em conta o valor gasto já declarado pelos candidatos francanos e a quantidade de votos recebidos por eles no domingo, 2 de outubro, os valores por votos variaram de R$ 0,61 até R$ 821,04. Confira o ranking completo abaixo.
Gastar muito nas eleições não demonstrou ser um sinônimo de vitória. Esse foi o caso da candidata a uma cadeira na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) Myrian Ravanelli (União), uma das políticas que mais recebeu e gastou recurso na cidade, com R$ 1,08 milhão, e teve apenas 1,2 mil votos. Apesar do fracasso nas urnas, ela lidera o ranking de voto mais caro de todos os candidatos a deputado federal e estadual, com R$ 821,04/voto.
Além da derrota nas urnas, o "custo" do voto de Myrian é 600 vezes maior que o candidato Guilherme Cortez (Psol) que teve cada voto a R$ 1,37 – ele foi eleito com 45 mil votos e declarou gastos de R$ 61,9 mil.
O número de Myrian também é 57 vezes maior que o da também eleita delegada Graciela, que investiu R$ 992 mil na campanha e recebeu quase 70 mil votos, ou seja, R$ 14,39 por voto.
O contraste do valor do voto fica mais explícito quando se compara ao segundo colocado no ranking dos votos mais caros. Maurício Chinaglia (Solidariedade) gastou R$ 101 mil e teve seu voto a R$ 188,85.
Para as cadeiras da Alesp, completa o top 3 de gastos as candidatas Tia Zilda (PSC) e Rosana Branquinho (MDB) com R$ 133,39 e R$ 84,28 respectivamente, ambas não eleitas também.
Já para a Câmara dos Deputados, Fábio Meireles (União), com votos a R$107,67, e Flávia Lancha (PSD) a R$ 48,46 por voto, completam o ranking.
Confira os rankings completos: