O Sindicato dos Sapateiros recebeu denúncias de que ao menos quatro empresas de Franca coagiram seus funcionários a votarem em Jair Bolsonaro (PL) nas eleições do último domingo, 30.
Alguns trabalhadores procuraram o sindicato para relatar as ameaças sofridas antes do pleito eleitoral. “A empresa fez algumas reuniões, e nessas reuniões falaram que quem votasse no Lula ia ser mandado embora, e outras falando que se o Bolsonaro não ganhasse, fechariam até a empresa”, relatou o presidente sindicalista, Wellington de Paulo Oliveira.
Das quatro empresas denunciadas, uma fica no bairro Nova Franca, uma no Distrito Industrial e duas no Jardim Paulistano, na zona Leste da cidade.
As denúncias foram encaminhadas pelo órgão ao Ministério do Trabalho e, posteriormente, ao Ministério Público para fiscalização dos casos e eventuais autuações das empresas envolvidas. Em nota, o MPT informou que recebeu oito denúncias de assédio eleitoral entre os dias 18 e 29 de novembro, em Franca. Os casos estão sendo investigados.
Além dos casos registrados antes da eleição, o portal GCN recebeu denúncias de empresas que estariam coagindo os sapateiros a participarem dos protestos bolsonaristas realizados na cidade nos últimos dias. O sindicalista Wellington de Paulo, porém, disse que nenhuma denúncia do tipo chegou até a ele. “Para participar de protesto, não tenho conhecimento de nenhum”.
Os protestos, que culminaram na paralisação da rodovia Cândido Portinari nos últimos dias, são promovidos por bolsonaristas inconformados pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo.