Há 5 anos Ângela Maria Cardoso dos Santos, 50 anos, enfrenta um exaustivo procedimento para resolver seu problema com um tratamento cirúrgico de incontinência urinária. Ângela trabalha como sapateira e reclama que enfrenta dificuldades no dia a dia e não tem ajuda dos órgãos públicos para realizar a cirurgia.
Ângela Maria relata que já em 2020 lutava pela oportunidade de passar pela cirurgia pela rede pública de Franca, mas no processo acabou contraindo covid-19, no mês de setembro do mesmo ano – o que acabou “atrasando” suas tentativas para resolver o seu problema. Nesse período, chegou a ficar entubada por 10 dias.
“Depois que peguei covid tudo ficou mais difícil. Mesmo assim, um ano depois voltei lá e tentei outra vez”, disse a sapateira. Ainda segundo ela, um ano após melhorar das sequelas da doença, voltou à rede pública e conseguiu dar entrada nos procedimentos da cirurgia no dia 21 de outubro de 2021.
Desde então, Ângela espera ser chamada para realizar a cirurgia. “Essa demora é demais, eu volto no médico, tento falar com a Secretaria de Saúde e nada. Ninguém resolve isso”, finaliza.
Outro lado
Através da comunicação da Prefeitura de Franca, a Secretaria de Saúde do município informou que a cidade está passando por uma alta demanda de cirurgias, ao mesmo tempo que o Estado oferece uma quantidade limitada de aprovações pela DRS-(Diretoria Regional de Saúde). A informação é de que o pedido para a cirurgia de Ângela está em espera, mesmo sendo de outubro de 2021, e a cirurgia ainda permanece sem previsão de ser realizada.