Nos últimos dias a indignação com o resultado da eleição presidencial de 2022 causaram uma grande comoção em Franca e em todo o país. Protestos bolsonaristas fecharam rodovias e caminhoneiros foram impedidos de seguir viagem. Como consequência, hortaliças começaram a faltar em mercados e o movimento nos postos de combustíveis cresceu além do comum, com consumidores temendo o desabastecimento. A consequência foi o aumento no valor do etanol e gasolina.
Parados nas rodovias, caminhões com produtos vegetais foram impedidos de virem para Franca, o que ocasionou a falta de hortaliças específicas. “A gente carrega (reabastece o estoque) na região e principalmente de Ribeirão Preto, por conta disso acabou faltando alguns itens, por exemplo: repolho, cenoura, beterraba e a parte de frutas”, disse Anderson Costa, proprietário do hortifrúti.
Outros itens não vão faltar na mesa do francano. Mas ainda na manhã desta quinta-feira, 3, os produtos citados pelo comerciante ainda não havia chegado ao armazém. “Os que fizeram a colheita ficaram presos no bloqueio, outros, em decorrência tanto do feriado tanto como do protesto, nem realizaram a colheita”, explicou.
Segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), cerca de 70% dos supermercados de sete estados do país, incluindo São Paulo, e mais o Distrito Federal já enfrentavam problemas de abastecimento por conta dos bloqueios nas estradas.
Postos de combustíveis
“Medo de faltar” é a frase mais escutadas pelos frentistas dos postos de combustíveis de Franca. O aumento repentino pela procura fez com que os postos vissem os tanques chegarem a um estado crítico. “Só na terça de manhã, foram mais de mil litros vendidos, o etanol principalmente”, disse Jean Alves, frentista de um posto na avenida Brasil.
Os preços dos combustíveis em Franca variam na faixa de R$ 3,59 o etanol e R$ 4,89 a gasolina - 20 centavos a mais que no fim da semana passada.
Outro frentista que não quis se identificar explica, que mesmo com os preços diferentes entre os postos, todos os estabelecimentos registraram uma procura maior do que o costumeiro, desde o início dos protestos.
Em ambos os postos, os caminhões-tanque conseguiram chegar e reabastecer os tanques, evitando uma situação crítica.