"Morro de medo disso". Essas foram as palavras de Gianne Castro de Oliveira sobre poder encontrar o assassino de seu pai andando pelas ruas de Franca.
Gianne é filha do auditor da Receita Federal Adriano Willian de Oliveira, de 52 anos, morto a queima roupa na avenida Major Nicácio, no dia 12 de março deste ano.
O juiz José Rodrigues Arimatéa, responsável pela Vara do Júri de Franca, determinou na última segunda-feira, 17, a soltura provisória do assassino confesso Samir Panice Moussa, de 48 anos.
Familiares e amigos da vítima se reuniram no canteiro central da avenida Presidente Vargas, em frente ao Fórum de Franca, para manifestar contra a soltura do dentista. O protesto começou às 15 horas e reuniu cerca de 30 pessoas.
Aos gritos de "Justiça por Adriano" e "Sem justiça sem paz", os manifestante seguravam cartazes, vestiam camisetas com a foto da vítima e seguravam balões pretos em alusão ao homicídio.
"Não temos essa segurança mais, porque ele está solto. Isso é um absurdo. Minha família não sente segurança, e como que vai sentir?", questionou Gianne.
A manifestação, que começou em frente ao Fórum, precisou descer para o quarteirão debaixo da avenida, após pedido da Polícia Militar.
"É um absurdo, porque estamos aqui pacificamente. Todo mundo está aqui conversando e pedindo justiça. A gente não estava fazendo nada de errado" disse a filha.
Segundo os militares, o deslocamento foi por segurança e para não atrapalhar o fluxo de atividades do Fórum, que constantemente recebe presos.
A manifestação seguiu após às 16 horas, sem maiores intercorrências.