11 de julho de 2026
MANIFESTAÇÃO

Grupo de familiares e amigos pede prisão do assassino de Adriano: 'morro de medo'

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Pedro Baccelli/GCN
Manifestantes no canteiro central da avenida Presidente Vargas, nas proximidades do Fórum de Franca

"Morro de medo disso". Essas foram as palavras de Gianne Castro de Oliveira sobre poder encontrar o assassino de seu pai andando pelas ruas de Franca.

Gianne é filha do auditor da Receita Federal Adriano Willian de Oliveira, de 52 anos, morto a queima roupa na avenida Major Nicácio, no dia 12 de março deste ano.

O juiz José Rodrigues Arimatéa, responsável pela Vara do Júri de Franca, determinou na última segunda-feira, 17, a soltura provisória do assassino confesso Samir Panice Moussa, de 48 anos.

Familiares e amigos da vítima se reuniram no canteiro central da avenida Presidente Vargas, em frente ao Fórum de Franca, para manifestar contra a soltura do dentista. O protesto começou às 15 horas e reuniu cerca de 30 pessoas.

Aos gritos de "Justiça por Adriano" e "Sem justiça sem paz", os manifestante seguravam cartazes, vestiam camisetas com a foto da vítima e seguravam balões pretos em alusão ao homicídio.

"Não temos essa segurança mais, porque ele está solto. Isso é um absurdo. Minha família não sente segurança, e como que vai sentir?", questionou Gianne.

A manifestação, que começou em frente ao Fórum, precisou descer para o quarteirão debaixo da avenida, após pedido da Polícia Militar.

"É um absurdo, porque estamos aqui pacificamente. Todo mundo está aqui conversando e pedindo justiça. A gente não estava fazendo nada de errado" disse a filha.

Segundo os militares, o deslocamento foi por segurança e para não atrapalhar o fluxo de atividades do Fórum, que constantemente recebe presos.

A manifestação seguiu após às 16 horas, sem maiores intercorrências.